De acordo com a reportagem de Sally Jenkins, uma das jornalistas de maior prestígio do jornal Washington Post, a realização dos jogos Olímpicos no Rio de Janeiro deveriam ser cancelados, uma vez que o evento corre um perigo iminente. As principais críticas estão relacionadas ao Comitê Olímpico Rio-2016. De acordo com seu artigo, o evento escapará com sorte de uma catástrofe. A culpa em caso de uma tragédia será dos organizadores do Comitê Olímpico Internacional (COI), que nada fizeram para cancelar a realização dos jogos Olímpicos no Brasil.

"Mais de meio milhão de visitantes divididos entre turistas e atletas estarão no Rio para a Olimpíada. Atualmente o Brasil conta com uma força de segurança de apenas 90 mil homens para manter estas pessoas a salvo de ações de bandidos ou terroristas dos Estado Islâmico. Muitos policiais estão desmotivados em seguir na função, por conta de salários atrasados e mal remunerados. Muitas viaturas da polícia do Rio de Janeiro estão sem gasolina. As aeronaves utilizadas para sobrevoar os locais do jogos enfrentam o mesmo problema. Além do mais, a criminalidade parece que tomou conta da cidade, onde cresce cada vez mais a cada dia que passa''.

O artigo da jornalista também destaca a crise dos hospitais públicos no Rio de Janeiro.

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De acordo com a matéria, muitos hospitais enfrentam falta de medicamentos. Em outros há falta de leitos, onde os pacientes são atendidos em macas instaladas nos corredores. Outros foram temporariamente fechados para reformas que não saem do papel. Em nota a jornalista diz  "esperar que os super-heróis" desçam sobre o Rio de Janeiro para salvar as pessoas em caso de uma catástrofe.

A matéria ainda ressalta que cientistas detectaram um superbactérias na cidade, responsável por transmitir a meningite e infecções respiratórias. Fora isso, existe também a possibilidade de contágio por dengue, além do zika vírus. Jenkins ainda ressalta que os organizadores do evento nunca manifestaram interesse em mudar o local do jogos por causa dos grandes prejuízos financeiros que os patrocinadores teriam com a ideia.

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Mas de acordo com a colunista, tal risco não compensa o prejuízo.No fim, ela também ressalta os casos de corrupção como outra praga para a realização das Olimpíadas Rio 2016.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford, publicada recentemente, nos últimos dez anos a realização das Olimpíadas apresentou um custo muito alto perto do planejamento esperado. De acordo com a pesquisa, os montantes gastos para a realização da Olimpíadas de Pequim em 2008 e Londres em 2012 ultrapassaram em 155% o orçamento previsto em lei. Isso dá uma ideia do que esperar para as obras superfaturadas no Rio de Janeiro.

O artigo também fala do esquema de corrupção durante os jogos de inverno em Sochi na Rússia. Diversos documentos do Institute of Modern Rússia ressaltam que mais de um terço dos custos para a realização das Olimpíadas foram desviados em esquemas de superfaturamentos. A matéria ainda cita que dois ex-governadores do Rio são suspeitos de receberam propina em obras no Metrô, realizadas para o evento.

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