Átila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, declarou que existe uma estratégia seletiva adotada por agentes de segurança em alguns lugares do país, o que gera uma perspectiva de ‘guerra’ contra a favela, os negros e os pobres. Essa prática, segundo Roque, tem ceifado a vida de inúmeras pessoas.

No dia 27 de julho, a Anistia Internacional protocolou uma petição junto ao Comitê Organizador da Rio 2016, pedindo o fim da violência policial, em especial durante a segurança destinada aos dias das #Olimpíadas. O documento protocolado conta com mais de 120 mil assinaturas de pessoas de diferentes nacionalidades.

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O objetivo é que sejam criados mecanismos para identificar e punir agentes de segurança que venham a se exceder.

No dia da entrega da petição, cerca de quarenta pessoas da Anistia Internacional realizaram um protesto em frente ao prédio do Comitê Organizador da Rio 2016, onde colocaram vários sacos pretos na calçada a fim de simbolizar supostas vítimas de abusos policiais.

Uma pesquisadora da área de segurança pública da Anistia Internacional, disse que a violência policial no Rio de Janeiro cresce com a chegada de megaeventos e ressaltou que em 2007, durante os jogos Pan-Americanos, e em 2014, durante a Copa do Mundo, várias pessoas teriam sido mortas, segundo ela, por agentes de segurança, como policiais e militares.

Segurança para a Rio 2016

Cerca de 22 mil soldados das forças armadas, marinha e força aérea foram convocados para fazer a segurança das Olimpíadas, sendo que muitos começaram a atuar no Rio duas semanas antes do início do evento, devido a chegada dos primeiros atletas e delegações.

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Além deles, milhares de policiais militares, civis e federais estão escalados para atuar entre os dias 5 e 22 de agosto, período em que ocorre a competição. Um forte esquema de segurança deve continuar durante a realização dos jogos paraolímpicos, que acontecem em setembro no Rio de Janeiro. O evento também conta com segurança privada.

A Polícia Federal e a Polícia Militar possuem grupos bem treinados para atuarem, inclusive, diante de eventuais ataques terroristas. O Brasil conta com a colaboração das policias e inteligência de outros países para manter a ordem no evento. O esquema utilizado é semelhante ao da Copa do Mundo, entretanto, com reforço especial no combate ao terrorismo após as recentes ameaças, em especial, contra a delegação da França.

Após cinco dias desde a cerimônia de abertura das Olimpíadas, não há registros significativos de violência na região da cidade olímpica. #Jogos Olímpicos #Criminalidade