A Olimpíada do Rio de Janeiro não é só criticada aqui no Brasil, como também em diversas partes do mundo. Nesta terça-feira, 02, por exemplo, atletas argentinos ganharam o noticiário planetário após decidirem fazer um ato inusitado, tomar banho de desinfetante após treinarem para as competições que acontecem em um dos cenários turísticos mais conhecidos da cidade, a Baía de Guanabara. A informação ganhou destaque aqui na imprensa brasileira através de portais, como o 'Jornal do Brasil'. Em entrevista a um veículo internacional, o 'Argentina Mundo D', o presidente do Comitê Olímpico da Argentina, Geraldo Werthein, fez críticas às condições da água. 

A crítica veio no mesmo dia em que um dos maiores âncoras americanos, da NBC, disse que a melhor alterativa do Comitê Olímpico Internacional (COI) seria ter mudado a sede dos jogos enquanto ainda havia tempo.

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No entanto, ele não mostrou qualquer alternativa caso a mudança fosse realizada.  O jornal argentino que demonstrou o caos da Baía de Guanabara disse que a limpeza do local é muito precária e que os atletas só serão salvos dependendo da própria natureza, já que condições climáticas podem atrapalhar ainda mais o mar sujo. 

O jornal entrevistou um dos maiores biólogos brasileiros, Mário Moscatelli, que explicou que a maré e o vendo teriam papel decisivo em algumas competições que acontecem no cenário turístico. Lembrando que a abertura oficial da Olimpíada acontece nesta sexta-feira, 05, no Maracanã, mas que já existem alguns eventos antes mesmo da abertura e do revezamento da tocha. De acordo com o biólogo, as melhores condições da Baía de Guanabara vão acontecer justamente quando a maré estiver mais alta, já que o lixo não ficará tão acumulado. 

Os ventos soprando para o sul, segundo o biólogo, também ajudam a oxigenar toda a água, já que recebe o mar mais limpo que vem do Oceano Atlântico.

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A maré para o sul também ajuda a expulsar os dejetos da Baía de Guanabara. No entanto, caso tudo seja inverso, a situação pode ser péssima.  #Governo #Rio2016