Faltando poucas horas para a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de 2016, um boxeador marroquino que iria participar da competição, teve sua prisão temporária decretada após o Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos, receber diversas provas criminais contra o mesmo, apresentadas pela polícia civil.

Hassan Saada, que tem vinte e dois anos, poderá ser eliminado da Rio 2016, pois sua prisão é de quinze dias e sua estreia está marcada para amanhã, contra o turco Mehmet Nadir Unal. Saada deve ser transferido para o presídio de Bangu ainda nessa sexta-feira, 5, mas ainda poderá obter um advogado para pedir um habeas corpus, sendo o deferimento deste a única chance de não ser eliminado das #Olimpíadas.

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Como o atleta não tem curso superior, se não conseguir um habeas corpus, ficará detido em uma ala comum com os demais presos. Ainda para que a transferência aconteça, as vítimas serão chamadas para reconhece-lo. A polícia chegou até o suspeito após a apresentação de fotos. O Comitê da Rio 2016 se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

O #Crime

Segundo às vítimas, que tiveram seus nomes preservados pela polícia, elas são camareiras e foram fazer o serviço de quarto após serem chamadas pelo boxeador. Chegando ao local dos fatos, o mesmo partiu para cima das duas mulheres apertando as coxas de uma e os seios de outra. Ainda segundo a versão registrada na ocorrência, haviam outros dois atletas no mesmo quarto que não fizeram nada para ajudar as vítimas ou impedir que o boxeador continuasse o ato libidinoso.

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Elas conseguiram se desvencilhar e correram, registrando ocorrência em seguida na 42ª DP do Recreio dos Bandeirantes.

Por que estupro?

Embora muita gente, desatualizada, não entenda porque Hassan foi preso por estupro se não houve conjunção carnal, a lei penal brasileira estabelece que o crime de estupro não é somente a consumação carnal dos fatos, mas também constranger alguém sob ameaça ou violência para que se obtenha a permissão ou se consume a prática de outro ato libidinoso. Alguns dispositivos legais que faziam sentido décadas atrás já foram revogadas e o artigo 213 do CP em vigor recepciona de forma ampla a violência sexual. #Vila Olimpíca