Após conseguir mais uma medalha de ouro em um esporte inusitado - o salto com vara com Thiago Braz - o Brasil teve mais uma vitória na manhã desta terça-feira, 16 de agosto. Foi a vez de Isaquias Queiroz brilhar na Lagoa Rodrigo de Freitas na modalidade de #canoagem e conseguir a prata para o Brasil.

Feliz da vida, o esportista ficou com os olhos brilhando ao perceber que alcançou um de seus objetivos na vida, mas seu sorriso desapareceu ao ser questionado pela imprensa como foi seu começo no esporte. Isaquias tem uma história de vida triste, mas aproveitou a oportunidade para lamentar a falta de incentivo dos políticos em Brasília e mandou um recado.

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Recentemente, ele viu o projeto social voltado para o esporte de sua cidade natal, Ubaitaba, ser encerrado pelo Ministério do Esporte. O "Segundo tempo" é um projeto criado para democratizar a cultura do esporte e promover o desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens que vivem em áreas de vulnerabilidade social, isto é, favelas e comunidades carentes. Apesar de ser gananciosa, a ideia saiu do papel por pouco tempo, mas não teve continuidade pela pasta governamental.

Contudo, foi através dele que Isaquias aprendeu tudo o que sabe sobre canoagem no ano de 2005. Na época, ele era apenas um menino de 11 anos de idade e, hoje, o projeto não existe mais no local. Hoje, ele treina no Rio de Janeiro e São Paulo, competindo em alto nível, o que gerou como resultado uma medalha olímpica.

"Me dá tristeza ver que isso acabou no Brasil.

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Se vocês tiverem como tirar fotos dessa medalha, mostrem aos nossos políticos no Planalto para que eles parem de brigar entre si e continuem a buscar novos atletas. Os EUA são uma potência no esporte porque lá existe incentivo do governo", confessou o esportista, em tom de protesto.

Medalhistas brasileiros são duplamente campeões

Em seguida, Isaquias comentou a vitória de sua colega Rafaela Silva, do judô. A esportista ganhou ouro para o Brasil, mesmo com pouco incentivo e também carregando nas costas uma história de superação diária. Ela foi descoberta pelo Instituto Reação, criado por Flavio Canto, ex-judoca.

Como a canoagem não é muito popular no Brasil, Isaquias disse estar surpreso com o assédio dos repórteres no local. Ele confessou que nunca viu muitas pessoas acompanharem canoagem, pois isso é mais comum na Hungria e Alemanha. Ele afirmou estar feliz com o prestígio. #Rio2016