Para quem lembra das aulas de história, o #trabalho escravo foi abolido, no Brasil, após a assinatura da famosa carta de Alforria, em 1888, pela princesa Isabel. Foram anos de luta para que os negros recém libertos fossem aceitos pela sociedade. Mesmo após quase dois séculos, a escravidão ainda é um assunto recente na sociedade e envolve diversas denúncias que chocam toda a população.

Centro de distribuição da Coca-Cola, em Belo Horizonte, manteve empregados sob regime análogo à escravidão

Dessa vez quem está sendo acusada de trabalho escravo é a Coca-Cola. Após uma vistoria realizada pelo Ministério do Trabalho em Minas Gerais, a empresa foi responsabilizada por regime de trabalho análogo à escravidão.

Publicidade
Publicidade

Foram investigados dois centros de distribuição da empresa no estado mineiro.

A escravidão está presente em regimes de trabalho que não obedecem às leis trabalhistas. Em muitos casos os funcionários são submetidos a casos desumanos com regimes de trabalho exaustivo e sem condições mínimas de segurança. No caso da #coca-cola, quase 200 caminhoneiros e ajudantes foram flagrados em uma rotina exaustiva de trabalho.

Segundo informações divulgadas pelo site de notícias Repórter Brasil, que teve acesso à notificação enviada pelo ministério do Trabalho, os funcionários eram submetidos a rotinas de trabalho que extrapolam o limite permitido pelas leis trabalhistas. Havia casos em que funcionários realizaram quase cento e cinquenta horas extras em um único mês.

Responsáveis podem pegar até oito anos de prisão

Os centros de distribuição da Coca-Cola estiveram sob investigação durante os meses de agosto de 2015 e março de 2016.

Publicidade

Neste período, foi constatado que os trabalhadores realizaram, em média, oitenta horas-extras em todos os meses. As distribuidoras estão localizadas em Belo Horizonte e a denúncia conta com depoimentos de diversos funcionários que foram submetidos a regime análogo a escravidão. 

A pena prevista para quem é acusado de manter funcionários em regime análogo à escravidão é de dois a oito anos de reclusão, de acordo com a lei vigente no Brasil. #Belo-Horizonte