Ao todo foram onze os crimes contra o Patrimônio Público de Rio Branco cometidos por uma facção criminosa. Os atentados aconteceram na noite desta terça-feira (16) e madrugada desta quarta-feira (17). Os bandidos incendiaram a sede do Patrimônio Histórico de Rio Branco, onde eram guardados arquivos com partes importantíssimas da história documentada do estado do Acre, causando uma perda irreparável para os acrianos. Além disso, atearam fogo no Clube dos Oficiais dos Bombeiros, em uma delegacia, no Parque Capitão Ciríaco, no pátio de uma Regional da Polícia Civil, dentre vários outros lugares que foram destruídos. Muitos disparos puderam ser ouvidos pela população na ‘noite do terror’.

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A motivação dos crimes seria uma retaliação pela morte de um jovem na tarde desta terça-feira (16). O menor morto entrou em confronto com a polícia depois de tentar fugir de um assalto no bairro Vila Acre. A sequência de crimes teria tido seu comando de dentro do presídio estadual Francisco D’Oliveira Conde. Lá estão presos bandidos envolvidos em uma facção que mantém o controle do tráfico e ordena assassinatos no estado. O grupo vinha sendo vigiado pela Polícia Civil há oito meses, através de várias interceptações telefônicas. As investigações possibilitaram que a sequência de crimes que assustou a população fosse contida.

Por causa dos ataques, o governo do Acre pediu reforços na segurança do estado solicitando a participação da Polícia Federal e do Exército. Buscas foram realizadas no presídio de Rio Branco e foi reforçada a segurança do local, para tentar reprimir mais atos criminosos nas próximas semanas.

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Existe ainda a possibilidade de que presos sejam transferidos, para que seja separado o grupo supostamente responsável pela ação.

O secretário de Estado de Segurança Pública prometeu responder duramente aos atentados. Logo na manhã desta quarta-feira (16) foram presos três indivíduos suspeitos de estarem envolvidos nos crimes. Eles portavam cerca de 120 quilos de maconha, que provavelmente seria distribuída pelo tráfico local comandado pela facção. A população está assustada, mas a polícia promete restaurar a tranquilidade da região. #Crime #Violência #Casos de polícia