Como expressado outras vezes anteriormente, a presidente afastada #Dilma Rousseff (PT) voltou a defender a realização de um plebiscito popular para a realização de novas eleições para presidente e de uma #Reforma política no país. Enquanto aguarda a conclusão do processo que pode resultar em seu impeachment definitivo do cargo da presidência, Dilma prepara uma carta para o congresso e para o povo brasileiro onde fará provavelmente sua última manifestação como presidente afastada, defendendo a consulta popular e condenando o processo que chamou de “golpe”. A elaboração da carta foi confirmada pela própria Dilma para o jornal Folha de S. Paulo, em informação divulgada nesta sexta-feira, dia 5.

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Segundo noticiado, a presidente já preparou cinco ou seis versões da carta, que deve ser finalizada e divulgada nas próximas semanas. “Darei apoio integral à iniciativa de convocação de um plebiscito, com o objetivo de definir a realização de novas eleições e a reforma política no país”, diz um trecho do documento da petista revelado pelo jornal. Apesar de defender a medida, a presidente afastada não conta com o apoio de seu partido, o PT. Presidente da legenda, Rui Falcão já se mostrou contrário à proposta. A divergência é mais uma das muitas que comprometeram a relação de Dilma com sua base aliada. Para analistas políticos, o isolamento de Dilma foi uma das importantes causas para o início da fragilidade de seu governo e seu consequente afastamento do cargo de Presidente da República.

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Na entrevista ao periódico paulista, Dilma voltou a classificar seu processo de impeachment como “golpe”, criticando seu ex-vice e atual presidente interino Michel Temer (PMDB), bem como Eduardo Cunha, deputado e ex-presidente da Câmara responsável pela deflagração do processo que levou ao afastamento de Dilma. Agora em julgamento no Senado, estima-se que o #Impeachment de Dilma deve ser concluído de forma desfavorável para a presidente até o fim de agosto, após o fim das Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começaram oficialmente ontem, dia 5, e seguem até o dia 21 de agosto.

 

“Fico triste de não assistir à festa ao vivo”, diz Dilma

Afastada do cargo de presidente desde abril, Dilma Rousseff usou sua conta no Twitter para lamentar o fato de não ter participado da cerimonia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizada ontem na capital fluminense. “Fico triste de não assistir à festa ao vivo e a cores, mas estarei acompanhando, torcendo para o Brasil”, publicou a petista.

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Dilma foi convidada para a cerimônia pelo Cômite Organizador Local, mas preferiu declinar do convite. Caso tivesse aceitado, a presidente afastada não ficaria na tribuna de honra, onde estiveram os principais governantes mundiais, representantes do Cômite Olímpico Internacional (COI), e o presidente interino do Brasil, Michel Temer.

Na última quarta-feira, dia 3, a presidente afastada também usou a rede social de microblogs para exaltar os preparativos da festa de ontem. “Seguimos confiantes de que a festa olímpica que preparamos para o mundo será um sucesso! #Rio2016”, escreveu Dilma, que tem usado suas redes sociais e seu site como principais meio de comunicação com a nação desde seu afastamento do cargo de presidente.