Na sexta-feira (12), estudantes secundaristas realizaram uma manifestação contra as Olimpíadas Rio 2016 e quando a polícia chegou, cercou os manifestantes e iniciou uma série de agressões. Os jovens foram surpreendidos, pela polícia, com bombas de efeito moral e de gás, além de tiros de bala de borracha. A manifestação seguia em clima pacífico, mas mesmo assim a polícia agiu de forma violenta. Muitos manifestantes foram detidos. Um jornalista independente, de são Paulo, também foi detido.

O protesto, convocado de forma independente, iniciou sua concentração na Praça do Méier, na rua Dias da Cruz. Percorreu as ruas do bairro, e seguia em direção ao Engenhão.

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O protesto denunciava os gastos públicos para a realização das Olimpíadas Rio 2016. Manifestantes levavam cartazes que diziam “A tocha mata” e “Olimpíada da exclusão”.

O motivo da prisão não foi informado pela polícia. Contudo, houve uma desculpa de que tinha ocorrido uma “invasão de domicílio”.  Mas tal fato não foi confirmado. Os manifestantes denunciam que tal acusação foi utilizada como pretexto para as prisões arbitrárias. Durante o momento da prisão, os polícias não revelaram o motivo das apreensões.

Os manifestantes denunciam que, no momento da apreensão, policiais ameaçaram os ativistas, com afirmações e informações falsas – terror psicológico, pois muitos dos detidos são menores. Os policiais diziam que os presos seriam levados para Bangu (penitenciária de segurança máxima) e para o Instituto Padre Severino (Unidade de Internação).

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Os estudantes que manifestavam foram colocados dentro de um ônibus para serem levados para a Cidade da Polícia. De dentro do ônibus, protestaram com cartazes com dizeres como "Revolta" e "Resiste", além de “Somos estudantes”. Um dos detidos estava machucado e mancava. Outro detido passou mal dentro da Cidade da Polícia e precisou de atendimento médico.

De acordo com o comando do Batalhão de Choque que está atuando em apoio ao 3º BPM, cerca de trinta manifestantes, que portavam paus e pedras, foram conduzidos para a Cidade da Polícia. Segundo o advogado André Barros, os jovens foram autuados no artigo 41B, parágrafo 1, inciso I, do estatuto do torcedor (''promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos''). A maioria dos estudantes já foi libertada, mas três continuam detidos. #JogosDaExclusão #Protestos #Rio2016