O #Rio Grande do Norte tem convivido com uma série de atos criminosos que têm deixado a população em pânico. Para auxiliar a Polícia Militar e acabar com os crimes que já dominaram cinco noites sangrentas em várias cidades, cerca de mil soldados das #Forças Armadas foram destinados para auxiliar no restabelecimento da ordem no estado.

O principal objetivo dos soldados é atuar em conjunto com as forças de segurança estaduais, a fim de evitar que novos ataques sejam realizados e prender os meliantes que continuam em liberdade e estão colocando em risco a segurança dos moradores e turistas.

Amanhã, 4 de agosto, o ministro da defesa, Raul Jungmann, estará no estado para conferir uma entrevista coletiva, onde explicará de maneira detalhada, como será a ação do exército na segurança local.

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O envio dos militares foi autorizado após o governador do estado, Robinson Faria, fazer um apelo ao presidente em exercício do Brasil, Michel Temer.

A onda de ataques seria uma retaliação de criminosos presos

Na última semana, o governo local instalou bloqueadores de sinal de celulares no Presídio Estadual de Parnamirim. Desde então, criminosos têm queimado veículos, depredado patrimônios públicos e privados e realizado outros crimes.

Através do uso de celulares em presídio, muitas vezes facilitados por agentes carcerários ou que passam despercebidos em revistas, criminosos condenados ou que aguardam julgamento, conseguem manter sua rotina criminosa de dentro dos pavilhões. Com o bloqueio, muitos deles estariam ‘perdendo negócios’.

Na última noite antes dos soldados chegarem na cidade, quatro ônibus foram queimados, além de carros de moradores e um posto de gasolina.

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O exército já está nas ruas da cidade atuando junto à Polícia Militar do estado. Embora somente Jungmann poderá detalhar a atuação dos militares, o que se sabe é que os mesmos farão patrulhamento continuo em corredores de ônibus e regiões turísticas.

Por conta dos ataques recentes, apenas 70% das frotas de ônibus estão em circulação, muitas com rotas alteradas. Turistas também têm evitado a cidade e moradores estão com receio de realizar atividades básicas no período noturno, como frequentar escolas e universidades. #Violência