Desaparecida desde o último dia 8, Sabrina Aciole, de 17 anos, foi encontrada na madrugada desta quarta-feira (24), em um hotel de município de Ouro Preto do Oeste, em Rondônia.

A estudante de Direito é natural da capital do Acre, Rio Branco, e havia sumido após ir para a faculdade. Oficialmente, ela estava desaparecida desde as 13 horas do dia 8.

Este tempo todo Sabrina esteve com um grupo de hippies no estado vizinho. A família chegou até ela depois que a jovem foi identificada quando entrava no hotel, na companhia de um homem.

Depois de 16 dias de buscas, os familiares, desesperados, haviam levantado a possibilidade de Sabrina ter sido vítima de tráfico humano.

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A hipótese ainda não foi descartada, já que o homem que estava com a menor no hotel, também hippie, pretendia ir com ela para o Paraguai. Ele foi preso.  

Segundo informações de Shirlay Lima, mãe de Sabrina, a filha conheceu o hippie em frente a uma biblioteca, em Rio Branco. Aparentemente, ela teria decidido viver com ele e com seus amigos e até aprendeu a fazer pulseirinhas para vender nas ruas.  Chegou a contar que tinha intenção de viajar com o grupo para outros países e que se adaptou bem ao modo de vida que eles adotavam.

Para a mãe, ela foi induzida a ir embora de casa. Desde o momento em que foi identificada, a jovem está sendo mantida no hotel por autoridades, até que os parentes cheguem para acompanhá-la na volta para casa.

Apesar das evidências, o delegado que investiga o caso afirma ser muito cedo para concluir que estudante seria mesmo traficada ou que estava sendo vítima de sequestro.

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A chegada da estudante a Rio Branco está prevista para esta quinta-feira (25) e só depois que ela for ouvida oficialmente na delegacia haverá condições de finalizar o inquérito e concluir qual o motivo real que a fez deixar o estado do Acre.

O delegado responsável pelo caso disse à imprensa que este é mais um exemplo do quanto os pais devem ficar atentos aos passos dos filhos adolescentes. Uma amizade errada pelas redes sociais ou mesmo no mundo real pode evoluir para situações arriscadas como essa.

Existem pessoas mal intencionadas que realmente vivem do tráfico de mulheres e crianças. Ao menor sinal de desconfiança, é importante procurar a polícia e comunicar os fatos. #Crime #Casos de polícia