O traficante Luiz Fernando da Costa, 49, conhecido como Fernandinho “Beira-Mar”, concedeu entrevista exclusiva a #roberto cabrini, apresentador do jornalístico “Conexão Repórter”, do SBT, neste domingo.

Preso na penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia, “Beira-Mar” ficou cara a cara com o jornalista, separados apenas por uma grade, e respondeu a quase tudo que foi perguntado.

Na conversa, ele contou como entrou para o crime, negou ter sido o mandante da morte do traficante rival Uê e disse que trata o próximo como gostaria de ser tratado.

Tráfico

O traficante, que entrou para o mundo do crime aos 14 anos, contou como foi o início na favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

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“Fui criado em uma comunidade carente, você não tem muitas opções e se envolve (com o tráfico) por ilusão”, disse.

Segundo ele, ser chefe do tráfico, postou que passou a ocupar ainda jovem, nunca foi seu projeto de vida e fazer do crime uma profissão não era o seu objetivo.

Demonstrando muita tranquilidade, “Beira-Mar” afirmou que não comanda mais o tráfico e negou que tenha sido líder da facção Comando Vermelho. “Eu não sou líder do Comando Vermelho. Nunca fui líder”, afirmou.

Desafetos

Fernandinho “Beira-Mar” também ficou famoso pela forma cruel como mandou matar desafetos. Um dos casos mais conhecidos é o da morte do namorado de uma ex-amante, no ano 2000.

As gravações divulgadas pela polícia mostram um traficante irônico em conversa com a vítima, que o chamou de “senhor” e narrou tudo o que havia acontecido.

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"Eu tô sem os dois pés, os ‘dedo’ tudo pendurado”, disse o homem. “Já tiraram seus dois pés?”, comentou “Beira-Mar”, em tom irônico.

Na entrevista a Roberto Cabrini, o criminoso afirmou não saber quantas pessoas mandou matar. Sobre o assassinato de desafetos, disse que ninguém faz nada de graça. “Se fosse hoje eu não faria”, ponderou.

Um dos crimes mais famosos de “Beira-Mar” foi a do traficente Uê, líder de outra facção criminosa carioca, a “Amigos dos Amigos”, no presídio de Bangu 1, em 2002. Ele nega que tenha sido o mandante do assassinato.

“Eu trato o próximo como gostaria de ser tratado”, afirmou. #fernandinho beira-mar #traficante beira-mar