Nesta última sexta-feira (28), o filho da chefe do Detran-SP, que atropelou e matou um jovem 16 anos no último dia 8 de julho, foi solto após pagar fiança de R$ 132 mil. O processo agora corre sob segredo de justiça.

Rodrigo Monteiro Sze, de 20 anos, é filho de Sílvia Monteiro Sze, superintendente do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Ele admitiu à polícia que estava sob influência de bebida alcoólica e que retornava de uma balada quando atropelou o jovem Lucas Magalhães dos Reis.

Rodrigo dirigia acima do limite de velocidade permitido na via, que é de 50 km/h. Ele estava a  80 km/h no momento do atropelamento.

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Lucas faleceu no local. Ele estava indo para a escola em companhia da avó, Vera Lúcia Gomes Ribeiro, que também foi atingida e ainda está na UTI. O #Acidente ocorreu próximo ao cemitério da Lapa.

Segundo informações, Lucas queria apenas entregar um trabalho escolar e a avó o acompanhou até o ponto de ônibus.

No Facebook foi criado um grupo com a finalidade de pedir justiça pela morte de Lucas. Indignados, os manifestantes devem ir às ruas no próximo dia 6 de agosto, sábado. A manifestação acontecerá em São Paulo e é intitulada "Queremos que a justiça seja feita". 

Nas redes sociais o pai do menino afirmou que seu filho era "apaixonado por carros" e não o levou, naquela noite, até o ponto de ônibus, pois havia trabalhado, deixando a avó fazer companhia para o neto. Ele ainda diz que embora saiba que seu "filho não vai voltar", quer que "o homem que cometeu este #Crime permaneça na prisão".

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Legislação brasileira

No artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) , configura como "crime" dirigir embriagado. A lei número 11.705, batizada como "Lei Seca", de 2008, prevê a perda da habilitação, uma multa e retenção do veículo. A responsabilidade pelo crime de homicídio do Artigo 121 do Código Penal relaciona o veículo, do condutor embriagado, como sendo uma "arma".

Rodrigo foi preso em fragrante e responde por homicídio e tentativa de homicídio, com eventual dolo, quando se assume o risco de matar. #Legislação