O "Lar do anticristo" não fica mais no Templo de Salomão, pelo menos não através das pesquisas do 'Google Maps'. Isso porque, segundo informações do jornal 'O Estado de São Paulo', a #Justiça paulista determinou que a empresa não vincule mais a expressão com a igreja do Bispo Edir Macedo, a Universal do Reino de Deus. Antes, ao pesquisar por "anticristo" e "sinagoga de Satanás", internautas eram levados até ao endereço religioso. O tempo fica no bairro do Brás, centro da maior cidade do país, São Paulo. A notícia sobre a proibição das pesquisas gerou polêmica e já é chamada de "censura". Isso porque o Google permite que seus usuários façam marcações e comentários no sistema de buscas. 

O Google tem até 48 horas para impedir que as pessoas façam pesquisas referentes ao tema.

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Do contrário, ele terá que arcar com uma multa de R$ 5 mil por dia, o que vira uma pequena fortuna a longo prazo, chegando a quase R$ 2 milhões em um ano de "desrespeito" à decisão. A determinação foi assinada pelo juiz Fernando José Cúnico, da 12ª Vara Cível. Ela já está no chamado 'Diário da Justiça'. Além de proibir que as pesquisas indiquem a localização do Lar do Anticristo, a justiça pediu que dados do líder regional do Google sejam manifestados pela empresa. Esse "líder" é uma pessoa ou empresa que modera comentários e as marcações no sistema de mapas.

O Google já havia manifestado antes da decisão que a associação entre "anticristo", "Satanás" e outros nomes à Igreja de Edir Macedo não era uma ação do grupo, mas sim de internautas A empresa disse ainda que os mapas são formados por redes de fontes e que os usuários fazem parte dessas fontes.

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Além disso, o grupo informou que qualquer pessoa que encontrar um erro nos mapas pode enviar o comentário através da ferramenta "reportar problema". 

O termo "sinagoga de Satanás" não direciona mais o internauta para o Templo de Salomão, mas o "Anticristo" sim. A Igreja Universal do Reino de Deus disse que entrou na Justiça depois de esgotar tentar resolver o problema com o  Google.