Após cruzar a linha de chegada durante a maratona olímpica masculina ocorrida no último domingo (21) e conquistar a medalha de prata para a #Etiópia, o maratonista, Feyisa Lilesa, resolveu cruzar os braços para protestar contra o governo do país. De acordo com informações da imprensa internacional, as forças armadas, leais ao presidente Mulatu Teshome, estariam executando civis na região de Oromo. Tudo para apoderar-se de seus bens materiais incluindo propriedades rurais, residências entre outros.

Como as pessoas estão protestando na região, ele também decidiu protestar após completar a prova. Segundo informações, o atleta é natural de Oromo, onde seus familiares, incluindo tios e primos, estariam todos presos e poderão ser executados a qualquer momento, caso decidam reivindicar seus direitos.

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Durante coletiva de imprensa, Lilesa contou que ergueu os braços para cima como gesto para apoiar os #Protestos. Ele disse, que nos próximos dias, decidirá com sua família, se voltará para a Etiópia ou não. De acordo com ele, assim que desembarcar na capital Adis Abeba, acabará morto ou preso pelo governo. Para evitar o pior, o atleta planeja mudar-se para outro país que pode ser o Brasil, ou não. A decisão dependerá de sua família.

Com tamanha repercussão do caso envolvendo o maratonista, internautas decidiram organizar uma campanha pela internet a fim de ajudar o etíope a pedir asilo nos Estados Unidos, ou em qualquer outro país. A campanha conseguiu arrecadar mais de 50 mil dólares em 24 horas. ''Conclamamos os etíopes e entre os demais defensores dos direitos humanos para que façam suas doações e apoiar o maratonista,Feyisa Lilesa'', dizia o título da campanha. 

Para muitos, o atleta já é considerado um herói após homenagear o povo sofrido da Etiópia, atualmente, considerada um dos países mais pobres da África.

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Segundo, Getachew Reda, assessor de imprensa do governo, na segunda-feira (22), ele deu garantias á imprensa local, de que o atleta não será punido por causa do protesto político. #atleta olímpico