A jovem Mayara Borcatti da Silva, de 20 anos, foi detida na quarta-feira (17) pela polícia de Curitiba. Ela vinha sendo investigada pela Polícia Civil, deste que foi detida em flagrante em setembro de 2015, por tráfico de drogas. Na época, a estudante portava aproximadamente dois quilos de crack, 50g de cocaína, 36g de maconha e 35g comprimidos de ecstasy. Junto com ela, no ano passado, foram presos dois homens suspeitos de estarem envolvidos com uma quadrilha de Curitiba, sendo que um deles era marido da moça. Eles participavam, na ocasião, de festas na região para vender as drogas. Agora, menos de um ano depois, a jovem foi detida mais uma vez  por suspeita de formação de quadrilha.

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Ela estaria envolvida com um grupo que faz roubos em caixas eletrônicos.

Segundo as investigações da polícia, Mayara era responsável pela parte logística dos crimes cometidos pela quadrilha. A mesma era responsável por organizar e cuidar dos carros que eram roubados para serem usados nos crimes a caixas eletrônicos, em Curitiba. O delegado Rodrigo Brown, responsável pelo caso, disse que a jovem estaria sendo investigada como um dos principais eixos que organizavam os crimes. Ela era um elemento importante na organização criminosa, tinha o papel de guardar os veículos que, posteriormente, eram usados para cometer os crimes de roubo. Os delitos eram cometidos, principalmente, no interior do estado, para que não fossem levantadas suspeitas contra os envolvidos. A estudante já estava sob os olhares dos investigadores e era procurada há cerca de três meses.

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Ela teria mudado de endereço após saber que estava sob vigia da polícia. O endereço, até então registrado, era do Bairro Alto, mas ela teria se deslocado para diferentes locais desde que as investigações começaram. Mayara foi encontrada em um apartamento de luxo na região.

A polícia já tinha indícios do envolvimento da jovem nos roubos de caixas eletrônicos. Segundo o delegado responsável, ela sempre esteve associada à principal quadrilha suspeita. Ela levava uma vida de luxo, incompatível com o seu padrão financeiro declarado. As investigações levaram todo esse tempo, pois não existiam provas contundentes que ligassem a moça ao grupo. Mas, depois de averiguadas as ações dos criminosos, ficou evidente que ela ajudava os bandidos, ainda que não participasse diretamente dos roubos. A estudante será indiciada e deve responder na Justiça por roubo e formação de quadrilha. #Crime #Investigação Criminal