Nessa quarta-feira, 10, #Patrícia Lélis, que ganhou as principais manchetes do país após denunciar o deputado federal #Marco Feliciano por estupro, gravar vídeos desmentindo as acusações e depois desmentir o que havia desmentido nos vídeos, acabou perdendo o status de vítima e tornou-se investigada pela polícia civil de São Paulo.

Imagens fizeram com que o delegado do caso, Luís Roberto Hellmeister, considerasse que Patrícia nunca foi sequestrada e mantida em cárcere privado, conforme a própria moça alegou no boletim de ocorrência. A constatação veio após análise de várias imagens que mostram Patrícia recebendo o chefe de gabinete de Marco Feliciano, Talma Bauer, no saguão do hotel onde estava hospedada.

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Na ocasião, os dois conversaram amigavelmente e se abraçaram.

Também foi possível constatar que Lélis circulou pela cidade de São Paulo dias antes de fazer a denúncia por sequestro e cárcere, o que desqualificou suas acusações.

A nova investigação

O foco da polícia civil agora é descobrir se de fato, Talma Bauer, ofereceu dinheiro para silenciar Patrícia Lélis, bem como se ela aceitou alguma quantia para negar as acusações já feitas. Um amigo da moça, afirma que ela veio para São Paulo para receber R$20 mil para fazer um vídeo. A jovem nega e diz que o motivo de sua viagem para a capital paulista foi procurar um emprego.

Patrícia poderá responder criminalmente por denunciação caluniosa, devido ter provocado a investigação policial ao imputar os crimes de sequestro e cárcere contra Talma Bauer, mesmo sabendo que o mesmo era inocente.

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Se for denunciada no fim das investigações, poderá pegar de 2 a 8 anos de reclusão, mais pagamento de multa, conforme legislação penal em vigor.

Partido decide processá-la

Na tarde de terça-feira, 9, representantes do PSC (Partido Social Cristão), fizeram um boletim de ocorrência contra Patrícia Lélis por denunciação caluniosa e difamação. O partido anunciou, através de nota oficial, que irá processar a jovem por ter acusado a sigla de saber do suposto crime e tentar fazer com que ela se calasse.

Na nota, a assessoria do Partido Social Cristão esclarece que Lélis nunca foi líder do PSC jovem, pois nem ao menos é filiada. Também informam que Patrícia procurou os representantes do partido para falar sobre o suposto abuso, ocasião em que foi orientada a buscar amparo da justiça, pois a sigla só pode tomar providências políticas. Patrícia só registrou um boletim de ocorrência quase dois meses após a suposta tentativa de estupro.

Patrícia não comentou o fato de se tornar investigada pela polícia civil de São Paulo, tão pouco de se tornar ré de um processo movido pelo PSC. #Casos de polícia