No Pan-Americano de Toronto, no Canadá, Rafaela Silva, que é sargento da Marinha brasileira, já havia dado orgulho ao Brasil. Ela subiu ao pódio e naquela ocasião bateu continência para a bandeira nacional, que foi erguida durante a execução do hino. Em 2016, novamente Rafaela se mostrou uma grande vencedora. Único ouro até o momento na Olimpíada, ela acabou "salvando" também o judô, que acabou não tendo uma campanha melhor, quando comparado a Londres, em 2012. Ao levar o ouro, a moradora da 'Cidade de Deus' ficou emocionada, mas dessa vez, nada de continência. A mesma situação foi vivida pelo bronze brasileiro no feminino do judô. Mayra Aguiar ganhou pela segunda vez a mesma cor de medalha em jogos olímpicos, subiu ao terceiro patamar mais alto do pódio, mas também não fez a saudação militar. 

Ambas são representantes da Marinha Brasileira, ambas atuando como sargentos.

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Apesar de dizerem terem orgulho de vestir a farda, elas chocaram o Brasil com o porquê de não terem prestado a saudação militar na hora do subir da bandeira, ou no caso de Rafaela, quando o hino nacional brasileiro tocou. Em entrevista dada ao UOL, Mayra contou que pessoas da organização pediram que a saudação não fosse feita. Ela disse que a Marinha prestou total apoio nesta conquista, mas que ficou com medo de ficar sem a medalha. 

Baby, que também treina pelas Forças Armadas, acabou sendo o único do judô a passar por cima das regras do Comitê Olímpico Internacional. Ao ficar com o bronze na categoria pesado, acima de 100 kg, ele fez questão de fazer o gesto com a mão na cabeça, muito conhecido no meio militar. Existe uma determinação nas regras olímpicas que impedem qualquer gesto político.

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No passado, alguns atletas chegaram a perder medalhas por conta da situação. No entanto, é preciso lembrar que até a Alemanha de Hitler organizou os jogos e ninguém foi banido.

A Olimpíada também foi feita na Rússia em plena Guerra Fria. Apesar do boicote de toda a delegação americana, maiores incidentes não foram registrados.  #judô #Militares