Nesta terça, 09, o Senado começou o julgamento da pronúncia, ou seja, da decisão sobre se a presidente afastada Dilma Rousseff deverá ou não tornar-se ré por crime de responsabilidade. A sessão foi aberta pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Ricardo Lewandowski, encarregado de presidir a fase de pronúncia e do julgamento.

Ao abrir a sessão, Lewandowski afirmou que não caberia a ele "emitir opiniões" e solicitou aos senadores que tenham "isenção e prudência" na hora de votar. Ainda não se sabe a que horas deverá terminar a sessão, pois todos os senadores poderão falar, se assim desejarem. A expectativa é de que enverede pela madrugada, podendo durar até 30 horas.

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No plenário, cada senador poderá usar a palavra por até 10 minutos. Em seguida, eles responderão a um questionamento: se querem ou não processar a presidente por crime de responsabilidade. É preciso maioria simples, ou seja, 41 votos pelo "sim" para que a presidente seja tornada ré.

Um levantamento feito pelo jornal "O Globo" indica que ao menos 44 senadores deverão votar contra Dilma e apenas 18, a favor. Outros 16 não se declararam e três não foram encontrados. Os senadores governistas já se conformaram com a derrota, mas dizem estarem mais interessados no julgamento final.

Após a votação, caso o parecer de Anastasia (PSDB-PR) seja aprovado, o presidente do Supremo deverá conceder um prazo de 48 horas para que defesa e acusação apresentem suas alegações finais e arrolem até seis testemunhas para corroborar suas posições.

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Em seguida, contará um prazo de dez dias para marcar o julgamento final.

Apoiadores de Dilma esperam dela uma última tentativa de salvar o mandato: uma carta, em que ela se comprometa com a realização de novas eleições. A princípio, foi informado que esta carta seria lançada no último dia 8, o que não ocorreu.

No julgamento final, que poderá acontecer entre o fim de agosto e o início de setembro, o afastamento definitivo da presidente precisa ser aprovado por dois terços dos senadores, ou seja, 54. Depois, a presidente será notificada e perderá seus direitos políticos por oito anos. Se não forem computados dois terços dos votos a favor, Dilma retornará ao governo. #PT #Dilma Rousseff #Impeachment