Neste mundo onde a solidariedade aos dramas alheios está sendo substituída pelo preconceito e pela intolerância, há quem lance mão das formas mais antigas para educar as crianças: a lei do “olho por olho, dente por dente”.

Esse foi mais ou menos o raciocínio de uma mãe que não teria perdoado a péssima atitude da filha adolescente. O #Crime da garota foi ter cometido bullying contra uma criança que perdeu os cabelos por conta do tratamento de quimioterapia contra o câncer.   

A pedagogia do “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você” foi levada ao extremo pela mãe, que não teve dúvidas: raspou todo o cabelo da criança e ainda filmou tudo.

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Desesperada, a garota chora bastante, mas não oferece resistência. O vídeo rapidamente ganhou as redes sociais e agora levanta um debate que pode ser resumido na seguinte pergunta: vale tudo para educar e incutir valores morais nas crianças?

E ainda: tem horas que só conversar não resolve e é preciso usar algum tipo de castigo mais contundente?

A questão é polêmica. Certamente muitas pessoas defendem métodos ortodoxos e mais rigorosos para educar desde logo cedo as crianças, impedindo que se tornem adultos antiéticos e de caráter duvidoso.

Outras pessoas com certeza classificariam a atitude desta mãe como extrema e desnecessária, argumentando que o diálogo é a melhor arma para criar os filhos. E também que pagar com a mesma moeda não educa, mas, sim, traumatiza e afasta.

Vale lembrar que violência física e psicológica é condenada pela chamada Lei da Palmada,  Lei 13.010, criada em 2014.

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 A legislação federal diz que tanto a criança quanto o adolescente têm o direito de serem educados sem castigos físicos e sem a utilização de corretivos cruéis, humilhantes ou degradantes.

A legislação ainda recrimina a violência psicológica como forma de correção e disciplina, asseverando que quem dispõe da guarda de menores tem o dever de cuidar deles, tratá-los, educá-los e protegê-los.

E você, o que faria se estivesse nesta situação?  Você também exporia sua filha ou filho dessa forma?

#Casos de polícia