Boa parte das grandes revelações dos atletas brasileiros saiu das Forças Armadas, que dão grande estrutura para os esportistas treinarem. Por conta disso, no último Pan-Americano, realizado na cidade de Toronto, no Canadá, vimos recordes, medalhas e muitas continências, a famosa saudação militar em que o soldado coloca a não na cabeça em sinal de respeito a seus superiores. No caso dos atletas, a saudação é feito ao próprio Brasil. No entanto, a cena tem causado revolta na Olimpíada antes mesmo de existir qualquer medalha. Isso porque o Comitê pode tirar as medalhas de quem insistir em fazer a ação. É o que está presente na regra 50 do Comitê. 

O código oficial proíbe que gestos políticos, ao patrocinador e outros sejam realizados durante os jogos.

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A ação pode acabar na perda de medalhas. De acordo com uma reportagem do jornal 'O Estado de São Paulo', a situação constrange os organizadores dos jogos. Em 1968, por exemplo, o atleta Tommie Smith acabou fazendo um gesto a favor do movimento negro. Ele foi obrigado a devolver a medalha e perdeu suas marcas nos jogos. Os organizadores, no entanto, devem evitar qualquer punição aos atletas brasileiros e ao Brasil, especialmente pelo fato dos jogos aconteceram aqui e também as Forças Armadas estarem salvando a organização. É o Exército, por exemplo, quem tomará conta das entradas das instalações. Nada foi cobrado por isso. 

O fato do gesto ter ocorrido durante o Pan e não ter existido qualquer punição também deve ser usado pelo COI ao fingir que não está vendo à inflação da própria regra. O medo da entidade é que atletas de outros países comecem a fazer o mesmo.

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Em nota, a entidade disse que terá bom senso e que analisará cada caso, desde que eles realmente aconteçam, afinal, os atletas ainda precisam ganhar as medalhas para fazer tais saudações. 

Praticamente um terço da delegação brasileira é de militares. Dos 465 atletas que disputam medalhas, 145 são de instituições militares. Os atletas que ganharem medalhas já disseram que farão o gesto militar.  #Rio2016