Nesta sexta-feira, 06, aconteceu a abertura dos jogos olímpicos do Rio Janeiro. A cerimônia foi realizada no Maracanã e aclamada por todo o mundo. No entanto, um dos momentos mais importantes da festa foi quando houve o hasteamento da bandeira nacional. A honra foi feita por militares, transmitida para todo o mundo, mas quase sem atenção da principal emissora de televisão do país, a Rede Globo de Televisão. O Grupamento Militar da Polícia Ambiental do Rio hasteava a bandeira, enquanto o músico Paulinho da viola cantava o hino nacional brasileiro. Tudo muito simples, mas emocionante ao mesmo tempo. 

A mídia internacional, diferente do que a Globo fez, colocou esse momento como sendo um dos mais importantes de toda a festa.

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A BBC, por exemplo, lembrou que profissionais de segurança de todo o país estavam no Rio de Janeiro para defender os cariocas e turistas contra qualquer problema, seja a violência local e a chamada remota possibilidade de um atentado terrorista na cidade. O número de agentes nas ruas supera os 80 mil. Eles foram responsáveis, por exemplo, por apartar uma manifestação contra o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. 

Temer, sabendo do momento ímpar no país, ainda com ânimos acirrados, tentou aparecer o menos possível durante a cerimônia. Na entrada, ele sequer foi anunciado. Já na hora de abrir os jogos, a chamada foi feita em inglês,  mas o público obviamente entendeu que era ele. Com uma frase, o peemedebista abriu os jogos. Ele foi vaiado e aplaudido ao mesmo tempo. As vaias foram bem menores, por exemplo, do que as sofridas pela hoje presidente afastada Dilma Rousseff quatro anos antes no mesmo estádio, quando a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) fez a abertura da Copa do Mundo. 

Diferentemente de Temer, Rousseff dessa vez preferiu não ir para a abertura e ver a festa de casa.

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O objetivo, é claro, foi também não ser vaiada. Em uma rede social, a companheira de Luiz Inácio Lula da Silva disse que estava muito triste, mas que torcia pelo Brasil.  #Governo #Rio2016