O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta sexta-feira, dia 5, uma manifestação com cerca de 70 páginas onde defende o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução do processo da chamada Operação #Lava Jato, e acusa o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva (#PT), de ter colaborado com um esquema de corrupção da empresa estatal Petrobrás. Assinado por quatro procuradores federais que participam da Operação Lava Jato, a manifestação diz que “há elementos de prova de que Lula participou ativamente do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobras”, afirmando que o ex-presidente “recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”.

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A manifestação do MPF é vista como um contra-ataque do órgão a Lula, que recentemente tem afirmado que Sérgio Moro está agindo por motivações políticas na condução do processo que investiga crimes de desvio de verbas ligadas à Petrobrás. A acusação também aponta que Lula é proprietário de um sítio em Atibaia e de um apartamento tríplex no Guarujá, ambos no estado de São Paulo. As propriedades teriam sido adquiridas e reformadas com dinheiro proveniente de corrupção.

A defesa de Lula nega que o ex-presidente seja o dono dos imóveis e afirma que há perseguição política por parte de Sérgio Moro, contestado sua responsabilidade sobre o julgamento, já que os imóveis estão localizados em outro estado. Moro é juiz federal pelo Paraná e atua em Curitiba, centro das investigações da Operação Lava Jato.

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