O caso aconteceu em uma clínica, na Zona Norte do Rio. Caroline de Souza Carneiro, de 28 anos, deve o corpo encontrado, na Rua Joaquim Ottini, no bairro Senhor do Bonfim, na baixada fluminense. A 107ª Delegacia de Polícia de Paraíba do Sul, que investiga o caso, ouviu o namorado da vítima essa semana. A jovem, que trabalhava em um centro de estética, saiu de casa na última sexta-feira (19) para realizar o aborto. O ato teria sido, a princípio, em concordância com Fernando de Abreu Llima, de 26 anos. No entanto, no depoimento dado à polícia que durou cerca de três horas, o rapaz responsabilizou a namorada pelas consequências do ato. O advogado de Fernando alegou que, desde que soube da gestação, Caroline quis abortar, e tomou a decisão sozinha, uma vez que o jovem não concordava com o procedimento, assim como não teria participado da escolha do local onde o mesmo foi realizado.

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O rapaz ainda teria alertado a vítima, e uma vez que ela tomou a decisão sozinha, decidiu não saber nem como ela conseguiu o dinheiro e nem como seria realizada a cirurgia para a retirada do feto.

Fernando ainda alegou, no depoimento, à polícia que não tinha um relacionamento estável com a jovem e que sequer conhecia a família dela. Segundo o mesmo, se conheciam há cerca de um ano, e mantinham encontros casuais, mas que não se relacionava somente com ela. Os dois teriam acordado isso desde o princípio. O rapaz soube da gestação há cerca de um mês pela boca da própria moça que estava muito descontente com o fato de estar grávida. A família de Caroline, no entanto, tem uma versão diferente dos fatos. Segundo eles, o casal já mantinha uma relação há cerca de dois anos, e que Fernando teria sido o único a saber da gravidez, tanto é que foi ele quem alertou aos familiares sobre o sumiço da jovem.

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Esse fato comprovaria que o rapaz sabia, sim, sobre o procedimento e que teria concordado com a decisão dela. Outro fator que vai de encontro com depoimento de Fernando é que teria sido ele a levá-la na rodoviária rumo ao Rio de Janeiro, no dia que o procedimento seria realizado. Outros dois membros da família da moça já prestaram depoimento.

O rapaz teria ligado para a clínica duas vezes em um número dado pela vítima. Na primeira ligação, disseram a ele que estava tudo bem, e, na segunda, ele foi informado de que a moça estaria se recuperando. No trabalho, Caroline deu a desculpa de que estaria passando mal, devido a dores nos rins. Um dos homens que, supostamente trabalhava, na clínica teria ido buscar a moça na rodoviária Novo Rio. Foi quando ela enviou a última mensagem de WhatsApp para o namorado. Horas depois, Caroline foi encontrada morta na clínica clandestina. As investigações continuam e Fernando pode ser co-responsabilizado pelo #Crime. #Investigação Criminal