Uma semana após o Brasil ter conhecimento de um suposto crime envolvendo um dos parlamentares mais populares do país, a moça que até então era a vítima, passa a ser investigada pela polícia civil do estado de São Paulo. Patrícia também se tornou ré de um processo movido pelo Partido Social Cristão.

O delegado Luís Roberto Hellmeister, informou que as acusações de sequestro qualificado, coação e ameaça alegadas por Patrícia foram descartadas pela polícia. As autoridades policiais conseguiram obter imagens de segurança que mostram a jovem em clima descontraído com o chefe do gabinete de #Marco Feliciano, Talma Bauer, no dia em que ela alega que ele, armado, lhe sequestrou para gravar um vídeo desmentindo as acusações de estupro e agressão.

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A polícia também teve acesso a arquivos de segurança que mostram Lélis circulando pela cidade de São Paulo dias antes de fazer a denúncia na delegacia, o que acaba com a tese de que estava em cárcere antes de lavrar o boletim.

A moça agora passa a ser investigada pela polícia para saber se exigiu ou aceitou pagamento por seu silêncio. Ao fim das investigações, ainda que seja descartada a hipótese de exigir ou aceitar dinheiro para desmentir os fatos, Patrícia deverá responder uma ação penal pública por #Denunciação Caluniosa, que consiste em crime previsto no Código Penal de provocar investigações e/ou processo contra pessoa que se sabe ser inocente. A pena para esse tipo de crime pode variar de 2 a 8 anos de reclusão, mais pagamento de multa a ser arbitrada pelo juiz.

Processo movido pelo PSC

Na terça-feira, 9, o Partido Social Cristão, decidiu manter o deputado federal, Marco Feliciano, como líder da sigla na Câmara, bem como lavraram um boletim de ocorrência contra #Patrícia Lélis, por difamação e denunciação caluniosa.

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O PSC emitiu uma nota oficial, onde desmentiu as acusações de que tentou silenciar a suposta vítima de abuso, declarando que quando o partido foi procurado, orientou que Patrícia buscasse ajuda da justiça, pois a sigla só tem autonomia política.

A nota também declarou que a moça nunca foi filiada ao partido, logo, as informações passadas por ela de que era líder do PSC jovem, são falsas. A sigla anunciou que irá até as últimas consequências para limpar o nome do partido das acusações feitas por Patrícia.

Suposto abuso

Patrícia relata que o suposto estupro não se consumou devido ter gritado e conseguido a ajuda de uma vizinha de Marco Feliciano. Ao ouvir os gritos, a mulher teria perguntado o que estava acontecendo, oportunidade em Patrícia teria conseguido sair do local do suposto crime. Até o momento, não há informações sobre quem é ou se essa vizinha foi ouvida pela polícia.

O fato teria acontecido dia 15 de junho, mas só quase dois meses depois que a jovem decidiu procurar a polícia.

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Conforme últimas informações e entrevistas, como não denunciou o suposto crime após o mesmo acontecer, não existem laudos médicos que comprovem que a jovem foi abusada ou agredida.

Prints com mensagens e nudes de Patrícia vazaram na internet um dia após ela fazer o boletim de ocorrência. Abaixo seguem alguns dos prints disponibilizados por um site gospel:

A moça alegou que nunca mandou as mensagens, entretanto, um dos prints teria sido enviado por engano pelo próprio deputado, no dia 28 de junho, quando mantinha contato com a equipe do Pânico no Rádio, pelo Twitter. Nesse dia, ele entrou no ar ao vivo para rebater algumas críticas de Gregorio Duvivier.

Veja abaixo o print enviado por engano por Feliciano: