Será que o cidadão sabe o que está em jogo em 2016 além das medalhas Olímpicas? Pois bem, caros leitores, aconselho aos senhores a darem um minuto da sua atenção, pois o que está em jogo é simplesmente a #Saúde e a vida de mais de 150 milhões de brasileiros e brasileiras que dependem do Sistema Único de Saúde.

Recentemente, o governo interino de Michel Temer criou um grupo de trabalho com o intuito de avaliar e propor a redução das exigências mínimas de cobertura dos planos privados de saúde. O que isso significa? O cidadão paga ‘pequenas’ e crescentes mensalidades para um plano de saúde completamente limitado (que oferece poucos serviços) e de baixa qualidade, e na hora em que precisar de procedimentos mais complexos, se frustrará com o 'não' que irá receber e será obrigado a procurar o SUS.

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Cá entre nós, será que é tão difícil perceber quem o ministro da saúde, Ricardo Barros, e o governo interino estão querendo afagar ainda mais? Com certeza, aos pacientes que não é, e muito menos o SUS, já que nesse caso caberia melhor outro verbo: o de sucatear.

Enquanto os recursos para saúde pública vêm sendo cortados e dilapidados cada vez mais, o setor privado de saúde “vai bem, obrigado”, movimentando a cada ano, algo em torno de R$ 180 bilhões. Imagine então, com essa medida dos “planos populares”, que de popular não tem nada, como ficaria a situação com uma política completamente privatista que deseja sugar ainda mais os poucos recursos que o brasileiro tem para se sustentar. A iniciativa é uma clara 'financeirização' sobre direitos básicos do povo brasileiro, pois como bem sabemos e sentimos no bolso, já financiamos o sistema de saúde ao pagarmos os impostos em dia.

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O próprio Conselho Federal de Medicina alerta para a inconstitucionalidade dessa medida e se mostra totalmente crítico a essa proposta. Segundo o Conselho, a proposta, se implementada, não trará solução alguma para os problemas do SUS, e pior, abrirá mais espaço para o sucateamento do sistema publico de saúde.

Então, fiquemos atentos a essa proposta do novo ministro da Saúde, que, nada preocupado com o bem estar do brasileiro, parece apenas querer devolver o favor que recebeu em sua campanha eleitoral, na qual obteve uma doação pessoal um tanto "peculiar” de um dos maiores sócios das operadoras de planos de Saúde privados. #RicardoBarros #SUSemcheque