A imagem do Brasil no exterior não é das melhores mesmo. A crise política e econômica instalada no país, notícias diárias envolvendo o gigantesco esquema de corrupção, o destaque do alto índice de violência nas ruas e ainda o fantasma de doenças como a zika, chikungunya e a dengue fazem com que os turistas tenham medo de vir para o Brasil.

Na transmissão dos #Jogos Olímpicos, as filmagens irão mostrar cenas lindas das paisagens da cidade maravilhosa, porém não vão sentir o mau cheiro que exala da baía de Guanabara. O estado tem mais de nove milhões de habitantes e apenas 50% da sua rede de esgoto recebe o tratamento correto, o restante vai direto para a baía.

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Contudo realizar a competição em um lugar cheio de bactérias não é a maior problema dos esportistas.

O difícil vai ser velejar em um lugar cheio de coisas flutuando, podendo prejudicar os barcos durante a competição. Pode se encontrar de tudo, desde restos de animal morto e fezes a garrafa de plástico e sacolinhas. É lamentável que um lugar que é considerado uma das mais belas do mundo tenha chegado a esse nível de poluição.

Um jornal de grande destaque nos Estados Unidos e no mundo, o The New York Times, divulgou uma fotografia de um corpo humano que boiava na baía de Guanabara, os restos mortais são de uma vítima de esquartejamento.

A poluição na baía chega a ser vergonhosa para o Brasil e era, como um dos requisitos para participar como sede das olimpíadas, o tratamento de pelo menos 80% dos esgotos que são despejados no local.

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No ano de 2009, juntamente com a sua proposta de sediar os Jogos Olímpicos, foi apresentado pelo estado do Rio de Janeiro um projeto para fazer esse tratamento do esgoto. No entanto, não chegou a se cumprir essa meta no prazo e o governo do estado precisou adotar medidas de emergência.

Uma das providências foi que por vários meses 12 barcos para coletar lixo faziam o patrulhamento da baía e recolhiam mais de 40 toneladas no mês de sujeira. Foram colocadas ecobarreiras (uma rede de proteção) nos rios que desembocam na baía.

Marco, um dos atletas que vai competir velejando afirmou que todos os participantes irão ter o mesmo risco e qualquer sacolinha de plástico pode colocar fim à regata. #Rio2016