A reação de motoristas de táxis aos concorrentes autônomos do Uber continuam gerando imagens de violência nas capitais do País onde o sistema está em atividade. Desta vez um condutor do Uber de Goiânia (GO) afirma ter sido vítima de ataques no momento em que foi atender um chamado na porta de uma casa noturna, na madrugada de sábado (13).  Parte da cena foi filmada e as imagens já estão em poder da polícia.

Luis Henrique Silva, 24 anos, conta que levou socos e pontapés de um grupo de taxistas que o abordou na porta de uma boate. A agressão começou assim que os concorrentes perceberam o que ele foi fazer no local. O episódio ocorreu na rua 115 da capital de Goiás.

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As imagens mostram os homens já xingando, partindo para intimidações e agressões, sem dar chance de diálogo para Silva.

Laudos do Instituto Médico Legal comprovaram lesões na cabeça, rosto e costas do profissional. Os danos não foram apenas físicos, mas também materiais, já que o carro de Luiz ficou avariado com os chutes dados pelos taxistas. Conforme testemunhas, um segurança da boate foi quem apartou a briga e acabou com a confusão. Porém, quando ele chegou, o motorista do Uber já estaria caído sem reação e sendo agredido com uma barra de madeira. Essas cenas não aparecem no vídeo.

O caso foi registrado na Central de Flagrantes, mas os agressores ainda não foram identificados. A Polícia Civil vai iniciar as investigações a partir desta segunda-feira (15). O Uber, por meio de sua assessoria de comunicação, repudiou a violência.

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A empresa frisou que sempre orienta seus condutores a procurar a polícia nos momentos em que se sentirem intimidados ou em risco.

Como nas demais cidades onde se instalou, em Goiânia o Uber é motivo de polêmica. Desde janeiro, quando passou a operar localmente, o clima é de intensa rivalidade. Os motoristas que transportam passageiros da forma convencional dizem que o aplicativo promove concorrência desleal.

Esta não é a primeira vez que ocorre confusão entre as duas categorias na cidade, cuja regulamentação ainda está tramitando na Câmara Municipal.

#Crime #Casos de polícia