A Folha conseguiu obter um vídeo que mostra #Patrícia Lélis cobrando valores de #Talma Bauer, chefe do gabinete de #Marco Feliciano. A polícia chegou nessa conclusão após análise do vídeo completo e avisou que a estudante de jornalismo será indiciada por tentativa de extorsão e falsa comunicação de crime.

No vídeo, Bauer, Lélis e um amigo da estudante, Emerson Biazon, conversam. Bauer alega que entregou R$50 mil para um amigo de Patrícia, chamado Artur Mangabeira. A moça fica irritada, pois alega que Artur tinha dito que só recebeu R$10 mil. Ela pede para Bauer dar um ‘jeito’ em Mangabeira, pois ela quer que ‘aconteça alguma coisa com ele’ por ter mentido e ficado com a maior parte de ‘seu dinheiro’.

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O encontro aconteceu dia 30 de julho, antes da denúncia e da imprensa ficar sabendo do suposto crime.

O delegado informou que assim que o inquérito for concluído, Talma Bauer, também será indiciado, só não explicou em qual ou quais tipos penais. O delegado salientou que no vídeo, ambos estavam interessados no procedimento oneroso, mas que foi Patrícia quem pediu o dinheiro. O não recebimento dos R$50 mil pode ter sido o que motivou a jovem a mentir que foi sequestrada e mantida em cárcere pelo assessor de Feliciano.

Assista ao vídeo:

Entenda a história

Patrícia Lélis, que se dizia líder do PSC jovem de Brasília e que chegou a fazer palestras vinculadas ao partido, acusou o deputado federal, Marco Feliciano, de estuprá-la. Na mesma semana, gravou dois vídeos desmentindo os fatos. Em um deles, acusa a ‘esquerda’ de ter inventado a história para prejudicar a ‘direita’.

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Patrícia não é filiada a nenhum partido e segundo nota oficial emitida pelo PSC na terça-feira, 9, ela nunca foi líder do PSC jovem.

Na sexta-feira, 5, acusou Marco Feliciano novamente e fez um boletim de ocorrência alegando que Talma Bauer tinha lhe sequestrado para que gravasse os vídeos em que desmentiu o abuso. A polícia descartou as acusações na quarta-feira, 10, após analisar imagens de segurança do hotel em que a moça estava hospedada.

O PSC anunciou que irá processá-la por difamação e denunciação caluniosa. Representantes da sigla já lavraram um boletim de ocorrência para anexar aos autos do processo. Patrícia não se pronunciou publicamente desde que o PSC anunciou que irá processá-la e que de vítima, se tornou investigada pela polícia civil de São Paulo.

Além disso, alguns prints que podem ter sido enviados por ela para o celular de Marco Feliciano, vazaram na internet. A moça nega a veracidade dos prints. O site que divulgou as imagens em primeira mão não quis retirar o conteúdo do ar e deu o direito de resposta para Lélis. Um dos prints divulgados no último fim de semana, já havia sido postado no Twitter, por Feliciano, em junho.

Veja alguns dos prints que já repercutiram em todo o país: