Um vídeo compartilhado nas redes sociais pela página @Mídia Ninja denuncia um caso de #agressão da Polícia Militar contra um advogado. As imagens foram registradas no centro da cidade de Caxias do Sul – RS. Nas imagens, um homem aparece apanhando, da Polícia, de cacetetes e chutes no rosto por tentar defender um casal que estava sendo detidos pela polícia.

Mauro Rogério dos Santos, de 51 anos, é o homem que estava sendo agredido. Ele postou em suas redes sociais uma nota a qual esclarece o ocorrido. Mauro Rogério Silva é advogado e, nesta quarta-feira (31), estava indo buscar seu filho na faculdade, como faz todos os dias.

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Contudo, naquele dia tinha acabado de acontecer uma manifestação contra o presidente Michel Temer.

O advogado relata que no caminho recebeu um pedido de ajuda de um casal que estava sendo preso injustamente e seriam conduzidos para delegacia: “havia uma jovem e um garoto que aparentava ser de menor com as mãos na parede”. Mauro se identificou para os policiais como advogado, mostrando sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e perguntou sobre os motivos da apreensão. Porém, Mauro relata que imediatamente sofreu empurrões e foi repelido pelos PMs.

Mauro Rogério afirmou, no seu perfil no Facebook, que sua condição de advogado não foi reconhecida por ser negro. Afirmou ainda que “a Polícia Militar tem dificuldades para entender que um negro pode ser advogado”.

No vídeo é possível observar a polícia agindo de forma extremamente desproporcional.

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As imagens registraram o advogado apanhado de cacetes e chutes, além dos polícias jogarem spray de pimenta em seu rosto, cenas que configuram um ato de tortura. O advogado, contudo, não reagiu de forma violenta em nenhum momento. O vídeo mostra, ainda, populares, que aparentemente vinham da manifestação, gritando para os polícias pararem as agressões.

Hoje pela manhã, o advogado, Mauro Rogério, entro com um processo; primeiramente, ele informou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre o caso. O presidente da OAB, Claudio Lamachia, disse que vai acompanhar o processo de perto.

Em nota, o comando da Brigada Militar-RS vai abrir um inquérito para apurar as condutas dos policiais.

VEJA O VÍDEO:

#Racismo