Bruno Fernandes era um goleiro promissor. Atuando pelo Flamengo, ele era favorito para ganhar a posição na seleção brasileira de futebol. No entanto, sua vida mudou por conta de uma morte, a de sua ex-amante Eliza Samudio. Ele foi condenado por ter mandado matar Eliza, que jamais teve o corpo encontrado pelos investigadores.  Nessa semana, no entanto, um novo episódio dessa história começou a ser escrito.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu aceitar uma solicitação feita pela defesa de Bruno, que avaliou se seria ou não correto uma liberação de certidão de óbito de Samúdio. O documento foi liberado pouco antes do julgamento e foi decisivo para sua condenação.

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Em março de 2013, o ex-goleiro foi condenado a mais de 22 anos de prisão, acusado de ser um dos responsáveis pela morte da mãe do próprio filho. 

Na época da primeira condenação, a juíza do caso atendeu a um pedido feito pela mãe da assassinada e do Ministério Público, que fundamental que o #Crime já havia um réu confesso, Macarrão, apelido de Luiz Henrique Ferreira Romão. A então amante do ex-goleiro do Flamengo sumiu no ano de 2010, mas apenas três anos depois, em 2013, a certidão de óbito dela foi expedida. O documento só foi feito após mandato judicial. 

No entanto, agora, Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno, revelou que o documento não respeitou o processo legal e que acabou influenciando o tribunal de júri, já que ele foi mostrado como prova do suposto crime. Além disso, segundo o advogado do ex-atleta, a certidão de óbito diz que Eliza foi morta asfixiada, o que mostraria um homicídio qualificado.

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Não foi por isso que Bruno foi julgado, portanto, seu advogado, acredita que o justo seria que o julgamento fosse anulado, refeito e não incluir a certidão como prova. 

Além disso, o defensor de Fernandes diz que a juíza que expediu a certidão de óbito não teria competência para fazer esse tipo de decisão. De acordo com ele, apenas a comarca do município de Vespasiano, em Minas Gerais, onde a morte ocorreu, é que poderia decidir assim.  #Investigação Criminal