O senador Lindbergh Farias anunciou há pouco, em entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, que ingressará com uma ação na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) por conta da violência policial em manifestações contra Michel Temer. A ação deverá ser ajuizada ainda por outros políticos. Ele lembrou ainda que a violação ao direito de #Manifestação é algo muito parecido com os tempos da Ditadura Militar.

A coletiva foi chamada após uma manifestação em São Paulo, ontem (04), quando cerca de 100 mil pessoas foram às ruas protestar contra o governo Temer.

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Os movimentos que organizavam o ato haviam convidado Lindbergh, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-SP) e o ex-ministro Roberto Amaral para irem na linha de frente do ato. Após o #Impeachment de Dilma no último dia 31 de agosto, manifestações tem ocorrido diariamente contra o novo governo e a polícia tem sido orientada a agir com truculência contra os manifestantes. Por isto, para o ato de domingo, que seria maior que os outros, os movimentos convidaram personalidades que pudessem fortalecer a linha de frente do movimento e evitar a violência da PM.

Ocorre que, na dispersão, Amaral foi atingido com uma bala de borracha e os dois parlamentares, atingidos com gás de pimenta. O ex-ministro, que é quadro histórico do PSB de Miguel Arraes, vem mantendo uma agenda próxima aos movimentos sociais desde o início das manifestações pela derrubada do governo Dilma, em 2015.

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Após a repercussão, em vídeo feito pelos Jornalistas Livres, os três comentaram a situação e afirmaram que o ato era pacífico e que não havia nenhuma manifestação de violência por parte dos manifestantes.

Durante a fala, o deputado Paulo Pimenta cobrou do governador Geraldo Alckmin um posicionamento, já que ele é o chefe do Estado. Ele criticou ainda a fala de Temer na China, que afirmou que as manifestações contra ele era coisa de "40 pessoas".

Outras manifestações deverão ser convocadas para os próximos dias, pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.