“Trataram ele como um cachorro", foi assim que definiu a irmã de Milton Alves, de 68 anos. Ele ficou conhecido em todo o país na última sexta-feira, 23, quando foi dado como morto por médicos, mas durante a preparação para o velório, o seu corpo voltou a respirar. O caso aconteceu em um hospital do Paraná. Quem percebeu que Milton estava avida foi uma funcionária do necrotério de Londrina, onde aconteceu a suposta morte de Alves. Até o atestado de óbito do paciente chegou a ser expedido.

A organização que cuida dos cemitérios da região informou que o homem foi dado como morto às 15h. Às 16h20, a entidade foi avisada que o corpo seria levado para lá.

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Já às 19h, quando uma funcionária preparava o cadáver para o enterro, ela percebeu que ele respirava. Após saber que o homem tinha sido dado como morto, a família dele fez todos os trâmites para o enterro. Primeiro comprou o jazido no cemitério da região, depois o caixão e até uma coroa de flores. 

A irmã disse que chegou ao velório, mas que o corpo não aparecia. Agora a família quer um pedido de desculpas e diz que vai processar o hospital e a médica que deu o atestado de óbito para o paciente. A unidade de saúde não teria falado nada sobre o assunto até agora. “Ressuscitar ele não ressuscitou, não existe isso. Ele nunca morreu”, explicou a irmã do homem com muita raiva do que aconteceu. 

Por conta do incidente, a família acabou registrando um registro de ocorrência na delegacia. Um advogado também foi contratado para cuidar do caso.

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Após perceberem que o falecido, na verdade, estava vivo, ele foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao hospital em que foi dado como morto. A unidade disse ao G1 que o estado de saúde do paciente é muito grave. Ele está internado na UTI. Souza continua respirando com a ajuda de aparelhos. 

A temperatura dele continua muito baixa, como de quem está morto. Por isso, uma manta térmica é utilizada. O homem foi internado no hospital por conta de problemas de uma infecção na perna.  #Crime #É Manchete!