Informações reportadas pelo site notícias G1, afirmam que um ex-seminarista paraibano, se diz vítima de abuso sexual, praticado pelo ex-arcebispo da Paraíba, dom Aldo Di Cillo Pagotto, que licenciou-se de suas funções em julho passado, quando resolveu renunciar o cargo. De acordo com a reportagem do portal G1, que teve acesso a alguns trechos dos depoimentos de uma das três testemunhas do caso. Na ocasião, uma ex-funcionária da Arquidiocese da Paraíba, Mariana José de Araújo, está sendo processada pelo arcebispo por calúnia e difamação. O relatório do Ministério do Trabalho foi anexado como prova em uma ação judicial registrado na Justiça Comum.

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De acordo com uma das acusações contra dom Aldo, o ex-seminarista disse, em depoimento para a Polícia Civil da Paraíba,  que certo dia enquanto, ele e mais o arcebispo estavam sozinhos em um recinto do seminário o religioso teria começado um assunto com ele perguntando sobre sua vida, onde morava entre outros assuntos. Na ocasião, mudando o tom da conversa de forma mais acalorada, o religioso teria dito que o achava um garoto muito bonito e que deveria esquecer esse negócio de vocação de lado e aproveitar a juventude.

Em outro trecho do depoimento, o jovem conta que logo em seguida, o religioso começou a acariciar as partes intimas do rapaz. Ele ainda contou que o arcebispo teria proposto deles praticarem o ato sexual ali onde estavam. Segundo conta o jovem, o religioso teria lhe dito que não havia ninguém no local além dos dois.

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Na ocasião, o rapaz teria se afastado do religioso e trancado-se no seu quarto.

Segundo o depoimento de Marina, ela revelou, de forma preocupante, como funciona a rede de religiosos pedófilos que estariam atuando dentro da igreja católica livremente,  sem nenhuma restrição. Informações sobre processo contra dom Aldo, seguem em segredo de Justiça. Entretanto, a queixa-crime movida pelo arcebispo contra Marina está disponível para consulta no site da Justiça estadual da Paraíba. Segundo Sheyner Asfora, advogado de defesa do religioso, seu cliente é inocente e nega qualquer envolvimento sobre o caso de assédio sexual contra o jovem seminarista.

Entenda o caso

Em 2015, Iarley Maia, outra ex-funcionária da Arquidiocese da Paraíba, havia enviado uma carta endereçada para o Vaticano, no conteúdo do material, a mulher havia descrito que o arcebispo Dom Aldo mantinha um relacionamento homoafetivo com um jovem de 18 anos. A mulher disse haver outros relacionamentos envolvendo padres e seminaristas, tanto crianças quanto adolescentes e a maioria dos casos eram encobertos por representantes da igreja católica do estado da Paraíba.

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Após a denúncia, dom Aldo foi impedido pela Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) de ordenar novos padres. Com isso, em julho deste ano, o arcebispo resolveu renunciar ao cargo. Na ocasião, sua renúncia foi aceita pela (CNBB) e pelo  Papa Francisco, que nomeou o arcebispo Dom Genival Saraiva de França, para administrar a arquidiocese de João Pessoa (PB). Embora não há novidades sobre o processo contra dom Aldo, pois corre em segredo de Justiça. Caso o arcebispo seja condenado, poderá pegar de um a dois anos de detenção em regime fechado. #Pedofilia #Entretenimento #Curiosidades