Realizar #Eleições em um país como o Brasil não é uma tarefa simples, sobretudo em locais cujo acesso é complicado ou há risco de segurança para a disputa eleitoral. Tal demanda faz com que a Justiça Eleitoral necessite de um apoio extra das Forças Federais, autorizado via decreto pelo presidente Michel Temer no último dia 23 de agosto para a votação deste ano. Em 2016, 14 estados deverão receber algum tipo de auxílio para a realização do primeiro turno, que acontece no próximo domingo (2): Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

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Logística

Não será a primeira vez que as #Forças Armadas atuam nas eleições, já que desde 1994 há uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a logística eleitoral em regiões com registros de violência ou cujo acesso é mais difícil. Por isso, em alguns casos o pedido de auxílio refere-se à ajuda para viabilizar a eleições por outras vias que não apenas a segurança, como o deslocamento das pessoas para os locais de votação, a entrega dos materiais e urnas eleitorais nas localidades. No total, segundo as Forças Armadas, ao menos 107 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Roraima, deverão receber esse tipo de ajuda para as eleições municipais deste ano.

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro está entre os estados que demandaram reforço em segurança.

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Por isso, já havia sido feito um pedido para que o contingente da Força Nacional e do Exército enviado para cuidar da segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016 permanecesse no estado a fim de garantir o bom andamento do período eleitoral. Na região da Baixada Fluminense, onde há histórico de mortes por razões eleitorais, aconteceram 13 mortes de pessoas ligadas à política nos últimos nove meses. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, visitou a região e comentou a gravidade da insegurança na Baixada. No total, cerca de 10 mil militares atuarão em 10 municípios além da capital: Belford Roxo, Campos, Duque de Caxias, Japeri, Macaé, Magé, Nova Iguaçu, Queimados, São Gonçalo e São João de Meriti. 

Rio Grande do Norte

Já o Rio Grande do Norte vem passando por uma crise na segurança pública desde julho, quando começaram vários ataques realizados pela facção criminosa conhecida como Sindicato RN, em represália à decisão do governo estadual de instalar bloqueadores de celular em instituições prisionais.

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Na ocasião, o governador potiguar, Robinson Faria, pediu e recebeu reforço do Exército e da Força Nacional para conter a onda de violência. Porém, ainda em decorrência da situação delicada no setor de segurança do estado, o TSE autorizou o reforço das Forças Federais na segurança de ao menos 79 municípios nessas eleições.

Pará

No Pará, até o momento, cerca de 70 municípios terão presença do Exército complementando o esquema de segurança estadual, que deve fornecer um contingente de 11 mil homens da Polícia Militar para atuar em rondas durante as #Eleições 2016. Já as Forças Federais terão aproximadamente 2 mil homens atuando em localidades no interior paraense, cobrindo municípios que têm como principal característica o histórico de violência relacionada à disputa eleitoral.

Pedidos

O reforço federal nas eleições é feito a partir de pedidos dos Tribunais Regionais Eleitorais ao TSE, que analisa a demanda e decide se é pertinente ou não o envio de tropas para as localidades. Após as eleições, cabe a cada juiz eleitoral regional emitir um relatório sobre situação dos municípios contemplados. É por meio desse diagnóstico que o TSE avalia se cabe enviar as Forças Federais para esses locais no segundo turno ou nas próximas eleições. Com a aproximação do dia de votação, é provável que o número de municípios apoiados chegue a mais de 400.