A Polícia Civil de Porto Alegre passou a adotar uma nova linha de investigação no caso do jovem alvejado por vários tiros no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), na manhã da última segunda-feira (19).

As autoridades suspeitam que o rapaz, Marlon Roldão Soares, foi assassinado porque teve uma relação justamente com a namorada de um integrante de uma facção criminosa da capital gaúcha.

Imagens obtidas por um circuito de câmeras de segurança flagraram o momento em que o rapaz foi executado à queima roupa, exatamente no dia em que completava a maioridade. Pelo vídeo obtido pela polícia, é possível ver que os dois assassinos estavam em uma lanchonete, armados.

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Assim que viram a vítima, fizeram vários disparos.

As balas - mais de 10 - ficaram alojadas em várias partes do tórax e da cabeça de Marlon. Depois da atrocidade, a dupla fugiu em um carro prata, que, de acordo com a Polícia Civil, foi depois abandonado nas imediações do aeroporto.

Eles já foram identificados, mas ainda não foi descoberto o paradeiro de ambos.

Engano?

O Jornal gaúcho Zero Hora publicou, nesta terça-feira (20), que Marlon também pode ter sido executado por engano. Segundo o periódico, o alvo dos criminosos seria um amigo da vítima. Ele teria sido abatido por desavenças entre facções criminosas rivais.

Policiais da 3.ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (3.ª DHPP) averiguam essa probabilidade de Marlon ter sido confundido. Por essa linha, o alvo dos criminosos seria um dos rapazes que estava com o executado.

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Essa pessoa teria passagem pela polícia e envolvimento com uma facção criminosa que atua na Vila Jardim, na zona norte de Porto Alegre.

O pai da vítima, Édson Soares, prestou depoimentos na delegacia e quando reconheceu o corpo do filho, ficou desesperado, aos gritos. A vítima não tinha antecedentes criminais.

No momento do #Crime, o local estava bastante movimentado e a cena causou muita comoção e correria. A quantidade maior de pessoas do que o normal foi porque torcedores do Grêmio e jornalistas aguardavam o desembarque do novo treinador gremista Renato Portaluppi, que chegava do Rio de Janeiro.

O local onde ocorreu o assassinato foi isolado, mas o aeroporto não chegou a ficar sem operação.

#Violência #Casos de polícia