Eduardo Souza Cordeiro, de apenas 12 anos, faleceu, nesta quarta-feira, 31 de agosto, após ter sido levado ao pronto socorro. Segundo a família, ele foi espancado na escola onde estudava, na tarde do dia 30.

Os familiares do menino foram avisados por um vizinho, ao fim da tarde de terça-feira, que Eduardo havia sido espancado dentro da Escola Estadual Santo Afonso, no bairro do Telégrafo, em Belém. A tia com quem o garoto morava relata que ele chegou à sala da diretora extremamente machucado, mas nenhuma explicação foi dada por parte da administração. O tio e a avó, que buscaram Eduardo na escola, o levaram para casa, mas devido à quantidade de hematomas em seu corpo, decidiram ir com ele ao Pronto Socorro Municipal.

Publicidade
Publicidade

Lá, ele sofreu 5 paradas cardíacas e faleceu às 4 horas da manhã de quarta. Diante das circunstâncias, a família decidiu registrar um boletim de ocorrência no posto policial do hospital.

Apenas posteriormente a escola passou a afirmar que o menino havia caído enquanto brincava no pátio e quebrado a costela. Contudo, o acidente não explica a gravidade dos machucados apresentados por Eduardo que, de acordo com o tio, parecia ter levado pauladas.

A Secretaria de Estado de #Educação (Seduc) está apurando os fatos e trabalha com duas possibilidades, a de que tenha realmente sido um acidente e a de que tenha havido espancamento motivado por bullying. Agora, cabe à polícia investigar.

Eduardo morava com a tia e com a avó e, conforme relatam, vinha sofrendo provocações já há muito tempo por parte dos colegas da escola.

Publicidade

A tia conta que em junho um dos alunos chegou a bater no sobrinho, que era franzino e não falava muito. O garoto vinha mostrando rejeição em ir para a escola e sua avó chegou a conversar com a diretora sobre a questão, mas nada foi feito. Em nota emitida pela Seduc, consta que a escola não tinha histórico de agressões entre estudantes em seus registros.

O caso é mais um em que a omissão da escola dificulta a apuração dos fatos e a família é deixada sem maiores esclarecimentos. Não é de hoje que temos notado tentativas de se mascarar a real gravidade do bullying, fenômeno que, apesar de antigo, tem se intensificado no que diz respeito à agressividade física e psicológica das provocações.

De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, o número de casos entre jovens brasileiros vem crescendo e a principal motivação dos atos de #bullying é a aparência física. Os dados revelam ainda que 2 em cada 10 alunos já praticaram bullying, em sua maioria, meninos. #Comportamento