Um manifestante que chamou a atenção nas redes sociais pode ser processado pelo estado por desobediência. Ele ficou na frente de um blindado do choque no último  domingo, 04, quando aconteceram manifestações em São Paulo contra o presidente do Brasil, Michel Temer, do PMDB. De acordo com informações do G1 publicadas nesta terça-feira, 06, o homem ficou ferido com um jato d'água durante o protesto. Manifestantes dizem que ele foi jogado longe após se negar a sair do meio da rua para o blindado passar. Por conta da desobediência, um boletim de ocorrência foi aberto. O homem seria um publicitário, identificado como Hélio Leandro Ramos, de 37 anos.

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De acordo com o publicitário, antes mesmo de entrar na mira do jato d'água, ele levou uma forte pancada e que os policiais estariam impedindo o acesso de pessoas à uma estação de metrô da região. Hélio conta que os agentes da lei atitaram bombas e que ele só entrou na frente do blindado para permitir que as pessoas pudessem pegar o transporte público e irem para casa. Por conta disso, ele teria recebido dois golpes de cassetete. Após os supostos golpes, o publicitário diz que decidiu se posicionar em frente ao blindado com braços abertos. O ato feito pelo brasileiro faz uma referência a um protesto de 1989, em Pequim, na China. Um homem sem nome revelado ficou em pé em frente de tanques nos protestos realizados na Praça da Paz, impedindo que os transportes de guerra passassem. 

O brasileiro, por sua vez, alega que foi tirado do local de forma violenta e que policiais usaram um "mata-leão".

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Ele ainda teria sido obrigado a entrar no camburão e acusa os agentes de terem exercido violência psicológica. Em seguida, ele foi levado ao Hospital das Clínicas, onde tratou um corte no nariz. Ele também teve que prestar esclarecimentos na delegacia. A advogada Camila Oliveira, que defende os manifestantes, acusa o delegado de criar dificuldades para dar informações sobre o caso durante o período em que ficaram na delegacia. 

A advogada diz ainda que teria existido um abuso de poder e que isso seria provado em vídeos que estariam sendo divulgados nas redes sociais. Um representante da OAB também teria apanhado e ficado sem o documento.  #Crime #Investigação Criminal