A Justiça de Goiás determinou uma decisão que está causando polêmica em todo o Brasil. A entidade quer que uma igreja evangélica do estado seja indenizada apenas pelo fato de ter casado uma noiva grávida. A indenização beneficia a Primeira Igreja Batista de Goiânia com um valor alto, R$ 50 mil, suficiente para o casal comprar um carro zero ou até ajudar a dar entrada em um imóvel, coisa importante para quem acabou de se unir matrimonialmente. A Justiça disse que houve uma violação da honra e dos costume da instituição. De acordo com informações do jornal Extra, a decisão foi manifestada pelo Tribunal de Justiça do Estado. A entidade religiosa saiu em sua defesa e disse que o casal mentiu apenas para que a união para Deus acontecesse e que ela não era obrigada a aceitar isso.

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A igreja reclamou ainda que o noivo não fazia parte da entidade batista e que não aceita que seus membros mantenham relações com sexo antes de casar no religioso. A celebração do casamento ocorreu em 2005, mas apenas agora a decisão foi manifestada no tribunal. Na época, faltando um mês para a celebração, a igreja descobriu a mentira sobre a gravidez e disse que não realizaria a união. No entanto, o casal foi à Justiça e venceu uma tutela que obrigou a igreja a fazer a união. Os noivos chegaram até a solicitar uma indenização, alegando que foram discriminados. 

O caso gerou grande revolta nas redes sociais, das duas partes. Evangélicos defenderam a igreja e lembraram do primeiro momento, em que ela foi obrigada pela Justiça a unir alguém que não estava apto ao dogma religioso.

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Já outras pessoas disseram que entidades ligadas a Deus não deveriam fazer discriminação de quem pode ou não casar, afinal, mesmo estando grávida, a moça queria ficar perto do "pai" e celebrar sua casamento para que a entidade soubesse de sua união.

Apesar da situação bizarra, casos assim não são tão incomuns, especialmente no passado, quando as igrejas oficialmente proibiam noivas com grandes barrigas de se casarem. Hoje a coisa é mais liberada.  #Crime #Investigação Criminal