A jovem Vânia Basílio Rocha, de 19 anos, foi julgada e condenada pelo Tribunal do Júri a 13 anos de prisão, por ter matado seu ex-namorado Marcos Porto, de 26 anos, durante a relação sexual, em Vilhena (RO). O julgamento foi marcado por revelações inéditas e polêmicas. Vânia teve pena reduzida, pois sua defesa alegou que ela não teve controle sobre suas ações.

A ré contou que foi até a casa da vítima, com uma faca na bolsa por medida de segurança. E que, ao chegar ao quarto do rapaz, teria encontrado uma calcinha de outra mulher; ficou com raiva, e acabou cometendo o #Crime. Ela negou o fato de ter ido a casa dele apenas para matá-lo.

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Essa versão não havia sido contada antes por Vânia à #Justiça.

Outra contradição na versão contada pela jovem no julgamento foi a respeito do volume do som. No primeiro depoimento ela teria dito que aumentou o volume do som para que ninguém ouvisse os gritos do rapaz. Já no tribunal ela contou que foi Marcos Porto que teria pedido a ela para aumentar o som.

A ré explicou ainda que só carregava a faca na bolsa, pois não achou o canivete, que sempre andava na bolsa por medida de segurança.

Fatos revelados no Tribunal

O promotor do caso revelou que Vânia, na adolescência já teria cometido furto, feito uso de maconha, e também já teria fugido da casa mãe diversas vezes. Contou também que certa vez Marcos quebrou o celular da ré, que estaria passando para amigas fotos sexuais.  E que ela, ao vê-lo quebrar o seu celular, quebrou todo cômodo da casa.

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O advogado de defesa afirmou que os dois possuíam uma relação com casos de violência, porém continuavam mantendo relações sexuais. 

A ré disse que não se arrependia do crime, só não imaginava a repercussão que teria; isso sim teria estragado seus planos.

O laudo psicológico da jovem revelou que ela tem um perfil violento, embora tal não seja muito comum nos sociopatas. Segundos os laudos, ela não sente culpa, não aprende com as experiências e tem dificuldade em receber ordens. Acresce que é manipuladora e cria histórias para jogar sua culpa em outras pessoas.

Ao receber a pena de 13 anos, Vânia ficou com raiva e deu para perceber pela cara que fez. A defesa dela disse que irá recorrer da pena. Logo após o encerramento do julgamento ela, foi encaminhada novamente ao Presídio Feminino em Vilhena, onde se encontra encarcerada desde dezembro 2015, quando foi presa.

Em entrevista na época do crime, Vânia relatou detalhes. Disse que chegou a casa da vítima e os dois foram para o quarto, ela deixando a bolsa com a faca ao lado da cama.

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Então ela jogou um pano no rosto de Marcos, como se fosse para uma surpresa sexual, e durante as preliminares desferiu o primeiro golpe de faca contra ele. A vítima tentou se defender e chutou a ré, mas ela conseguiu enforcar ele e deu vários golpes de faca em outras partes do corpo.

A vítima começou a gritar e pedir socorro e o irmão da vítima tentou entrar, mas a porta estava fechada, o irmão deu uma volta na casa e entrou pela janela, mas quando ele entrou a vítima já estava quase morta. Vânia falou que ficou olhando nos olhos dele e esperou ele morrer. E que não se arrependia de ter o matado, pois ela queria matar alguém mesmo.

O laudo pericial da morte de Marcos Porto informou que no corpo do rapaz tinha 11 perfurações por faca, mas que a tinha causado a morte dele foi um golpe que ele teria recebido no pescoço. #Casos de polícia