O pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, agora não pode mais viajar de graça para lá e para cá. Antes, ele tinha o benefício do chamado "passaporte diplomático". Por isso, podia ir para qualquer país em que o Brasil tenha um acordo comercial. Agora isso não pode mais acontecer. A determinação foi dada pela #Justiça Federal do estado de São Paulo. Além de Valdemiro, a esposa dela,  Franciléia de Castro Gomes de Oliveira também perdeu o direito de ter um passaporte diplomático. Os dois tem até dez dias para irem a qualquer sede da Polícia Federal ou ao Itamaraty para devolverem os documentos. Caso tentem utilizá-los, eles não tem mais validade. 

Valdemiro e a esposa receberam os passaportes durante o primeiro mandado da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele é o segundo religioso que precisa devolver o documento, desde que Michel Temer, do PMDB, assumiu o poder.

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O primeiro havia sido R.R. Soares. A decisão da justiça foi apenas uma reação de uma ação popular movida no estado de São Paulo. 

Santiago ficou conhecido em todo o Brasil por conta dos programas de cunho religioso, que ainda são exibidos na televisão. Neles, o pastor promete curas milagrosas e já chegou a levar ao ar cegos que, de repente passaram a ver, e paralíticos que andaram. Ele já chegou a ter diversos problemas da justiça e foi até acusado de desviar o dinheiro da igreja para ser usado em benefício próprio, como para comprar fazendas ou cabeças de gado. A maior parte desses processos ainda não teve uma resolução, condenando ou inocentando o religioso. 

Nomes com grande apelo na #Religião são usados por políticos como uma espécie de chamariz para votos. No Rio de Janeiro, por exemplo, o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella, do PRB, é um dos favoritos na corrida eleitoral.

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Ele aparece com mais de 30% das intenções dos votos nas pesquisas. Apesar de negar unir política com religião, Crivella tem sido acusado de misturar uma coisa com a outra.