Milhares de manifestantes contrários ao atual #Governo foram às ruas neste domingo, dia 4, para pedir a saída do presidente #Michel Temer e a realização de novas eleições diretas. O ato foi realizado em várias cidades do país, com destaque para São Paulo, onde cerca de 100 mil manifestantes se reuniram na Av. Paulista, segundo um dos organizadores do evento, Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

 

Protesto pacífico termina em conflito

O protesto ocorreu de forma pacífica até perto do final, quando parte dos manifestantes entrou em conflito com a polícia na estação Faria Lima. Após se reunirem na Avenida Paulista por volta das 16h, os manifestantes foram lentamente se encaminhando para a Avenida Rebouças, sentido Pinheiros.

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Lá, a nova concentração ocorreu no Largo da Batata, onde o ato foi encerrado por volta das 20h30. Quando os manifestantes já se dispersavam, ocorreu o conflito com a PM, que disparou tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Antes do início da manifestação, 26 pessoas foram detidas pela Polícia Militar e levadas para o Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic). O grupo foi detido na região do Paraíso por, segundo a PM, estar portando pedras e paus que poderiam ser usados de maneira violenta no protesto.  Em seu Twitter, a PM afirmou ainda que o conflito no final da manifestação ocorreu após a ação de “vândalos” que “quebraram catracas” na estação de metrô. A versão é contestada por manifestantes que estavam no evento, que afirmam que a PM atacou parte da multidão quando o protesto já estava sendo dispersado.

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Após o conflito com a PM, houve depredação de uma agência bancária da região e queima de sacos de lixo nas ruas locais. Antes da confusão, a manifestação ocorreu de forma tranquila e ocupou boa parte da Avenida Paulista. Em discursos, lideranças sindicais e trabalhistas criticaram fortemente o governo Temer, acusando-o de “golpista” e clamando pela realização de novas eleições diretas.

A manifestação foi convocada como uma resposta ao presidente, que durante a semana afirmou em entrevista que o grupo que pedia sua saída era formado por “40 ou 50 pessoas”. As declarações mexeram com o brio dos oposicionistas, que prometem convocar novos protestos contra o governo do peemedebista, que assumiu por ser o vice da ex-presidente Dilma Rousseff, cassada na última semana após conclusão de seu processo de impeachment.

 

Agressão a repórter e protestos em outras cidades

Durante o conflito no Largo da Batata, a PM foi acusada de agir com truculência também com a imprensa. Repórter fotográfico da BBC Brasil, Felipe Souza publicou um relato onde conta ter sido agredido por golpes de cassetete dos policiais.

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Segundo o jornalista, a tropa de choque cometeu as agressões mesmo após o profissional ter se identificado como repórter.

Além do protesto em São Paulo, Michel Temer também foi alvo de manifestações em cidades como Curitiba, Salvador, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Atualmente na China, onde participa de reunião da cúpula do G20, Michel Temer voltou a falar sobre os protestos neste sábado, dia 3. “É natural que alguns grupos se reúnam para protestar”, declarou o governante. “Agora, foram grupos pequenos e depredadores", completou. #Protestos no Brasil