Na semana passada, as câmeras de segurança de uma Unidade Básica de Saúde de Rio Branco (AC) flagraram a médica Sirlânia Brito batendo em um menino de seis anos de idade. A mãe da criança, Liliane Pereira, de 31 anos, falou à imprensa na tarde da última quarta-feira (21) sobre a agressão. A família está muito abalada com o que ocorreu enquanto esperavam uma consulta no posto onde eles deveriam ser assistidos. No vídeo, a médica aparece sentada ao lado do marido, quando o menino, que tem Síndrome de Down, surge e dá um tapa no ombro da mulher. Ela se vira imediatamente e revida com outro tapa bastante forte que atinge as costas da criança. Ela ainda olha para o menino e aponta para seu ombro como que dizendo que ele ‘havia batido primeiro’.

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Além disso, a médica teria chamado a criança de ‘débil mental’ no momento do ocorrido. Sirlânia, aparentemente como mostra nas imagens, volta a fazer normalmente o que estava fazendo depois de bater na criança, como se o que tivesse feito não fosse algo importante.

A médica estava no local também aguardando atendimento e não trabalhando. Como relata a mãe da criança, ela estava sentada em uma fileira na frente onde se encontrava a família e a criança que também aguardavam atendimento. Liliane teve que ir até o guichê de atendimento e deixou a criança sentada, foi quando ela se levantou e foi de encontro à médica.  Obviamente, um menino de seis anos, não daria um tapa na mulher com intuito de machucá-la, pois segundo a mãe ele é bastante amável. Esse tipo de comportamento são muitas vezes inerentes à Síndrome, ele certamente não pensou nas consequências do que estava fazendo.

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Já a médica, como uma pessoa adulta deveria ter medido sua reação diante da situação desconfortável.

Sirlânia não quis dar entrevistas depois que as imagens foram divulgadas e segundo ela resolverá a situação de outras maneiras. Não querendo se expor, ela quer encontrar a família para solucionar o que teria sido um mal entendido. Segundo a mãe, no momento, a médica usou palavras bastante ofensivas. Quando Liliane percebeu o que estava acontecendo foi até à médica e perguntou se ela estava incomodada com seu filho, e foi quando ela começou a dizer que crianças como ele não deveriam andar em sociedade, que deveriam ficar amarradas, que o menino seria um débil mental.

A família da criança está bastante abalada e disse que errou em não ter acionado a polícia imediatamente. Segundo relata a mãe, o menino passou a apresentar comportamentos diferentes e teve que ser levado ao psicólogo depois do ocorrido. O pai da criança registrou um boletim de ocorrência e pede por justiça.

#Abuso infantil #Crime