Análise da foto da manifestante Deborah Fabri ensanguentada feita, por especialista das Forças Armadas, deixa dúvidas quanto à veracidade da cena. Teria  Deborah sido ferida por estilhaços de um explosivo? Os autores do lançamento do artefato seriam integrantes da Polícia Militar de São Paulo, durante manifestação contra o impeachment da ex-presidente #Dilma Rousseff.

O analista questiona quatro itens apresentados na foto:

  • Não existe ferimento visível no olho esquerdo;
  • Não existem veias ou artérias na face que justifique a quantidade de sangue;
  • Não há continuidade do sangramento;
  • As duas pálpebras permanecem com o mesmo volume.

Visão do olho atingido

Também há dúvidas quando a capacidade visual do olho esquerdo de Deborah, que teria sido atingido por estilhaços de bomba.

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Declarações divulgadas dão conta de que é incerto afirmar que a manifestante ficou cega.

O fato ocorreu em 31 de agosto. A imprensa paulista apurou que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo não conseguiu entrar em contato com a ativista, após ter sido liberada por médicos do Hospital dos Olhos, em São Paulo, no dia seguinte.

Outros fatos intrigam o caso. Procurado pela imprensa, o Secretário de Segurança de São Paulo, Mágino Alves Barbosa, não quis comentar o caso. A própria Deborah Fabri deixou de dar parte na polícia sobre o ocorrido.

Polícia investiga

O caso estranha também as autoridades policiais paulistas. A Ouvidoria de Polícia sugeriu ao Ministério Público abertura de investigação com o objetivo de apurar os fatos.

A Secretaria de Segurança enviou nota publicada no jornal Estadão informando que entrou em contato com a universidade em que a ativista está matriculada com o objetivo de localizar a sua residência.

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O objetivo é permitir que a Polícia Civil registrasse o fato e comece a investigar.

Nas redes sociais, centenas de pessoas se manifestam em apoio à Deborah Fabri. Postagens em sua fanpage contém mensagens de incentivo como "guerreira" ,"força, querida", além de frases de efeito como "nenhum direito a menos', entre outras.

Faça você também a sua análise. Diga o que acha sobre o fato. #Protestos no Brasil #Michel Temer