A Polícia Federal chegou bem cedo na casa de Guido Mantega, na manhã desta quinta-feira, dia 22. A PF entrou na 34.ª fase da "Operação Lava Jato" e já está atuando em cinco estados brasileiros e também no Distrito Federal. Serão cumpridos vários mandados em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e também no Rio Grande do Sul.

Em São Paulo, os agentes da Polícia Federal foram para o bairro Pinheiros para cumprirem os mandados e vários agentes chegaram à casa do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O ex-ministro só não foi preso porque não se encontrava em casa. O ex-ministro teve que ir para o hospital Albert Einstein, onde, de acordo com as primeiras informações, estava acompanhando sua esposa que precisou ser submetida a uma cirurgia.

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A #Polícia Federal descobriu que o filho do casal, que é menor de idade, teria ficado sozinho em casa e agora exige a presença de Mantega.

No dia 2 de agosto, a PF deflagrou a 33.ª fase da operação, chamada de "Resta Um", onde o alvo foi "Queiroz Galvão". A empresa era suspeita de ter fraudado diversas licitações envolvendo a Petrobras e ainda foi acusada de pagar propina para impedir que fosse realizada uma CPI no Senado. A Polícia Federal chegou a prender o ex-diretor da empresa, Othon Zanide de Moraes Filho, e também o ex-presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho.

Guido Mantega foi ministro da Fazenda, tanto no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como no de Dilma Rousseff. Marcelo Odebrecht chegou a declarar que Mantega e também o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foram as pessoas que cobraram as muitas doações para que a campanha da ex-presidente Dilma fosse realizada, em 2014.

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O ex-ministro da Fazenda também foi acusado pela mulher de João Santana, a senhora Mônica Moura, que chegou a dizer que Mantega era quem fazia todas as intermediações referentes ao caixa dois da campanha.

Já na 34.ª fase da Lava Jato, o tema é o fato de a Petrobras ter contratado duas empresas para a construção de duas plataformas petrolíferas, sendo que as companhias não teriam experiência nem qualificação para a tarefa, havendo suspeita de envolvimento de propina no caso.

#Crise #Corrupção