Diversas capitais do país tiveram #manifestações espontâneas convocadas após a aprovação, no senado, do #Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Assim como tem ocorrido durante manifestações de caráter popular desde 2013, a violência policial marcou alguns desses protestos. Na capital paulista, além das diversas prisões contra manifestantes, os últimos atos contra a efetivação de Michel Temer (PMDB) na presidência também deixaram dezenas de feridos, dentre os quais a estudante universitária Deborah Fabri, que foi atingida por estilhaços de uma bomba. Estes estilhaços atingiram seu óculos e pedaços da lente acabaram perfurando o globo ocular esquerdo da manifestante.

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Deborah já recebeu alta e agradeceu em sua página pessoal no Facebook o apoio e preocupação dos manifestantes: "Oi pessoal, estou saindo do hospital agora. Sofri uma lesão e perdi a visão do olho esquerdo, mas estou bem".

O Levante Popular da Juventude, movimento do qual a universitária faz parte, informou que a bomba foi lançada pela Polícia Militar. A Secretaria de Segurança Pública, no entanto, informou que não tinha informações da jovem atingida no olho. Além dos manifestantes, jornalistas também foram reprimidos pela PM. Os fotógrafos Willian Oliveira e Vinicius Gomes ficaram detidos até 5 da manhã, além de Vinicius ter perdido seu equipamento, destruído na abordagem. A Secretaria de Segurança Pública também não disse o que motivou essas detenções.

Impeachment gera insatisfação e preocupação

Apesar dos grandes veículos de comunicação registrarem determinados grupos sociais comemorando a decisão do senado, setores populares mostram preocupação com a efetivação de Michel Temer na presidência.

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O agora presidente efetivo, que em pronunciamento oficial ontem demonstrou interesse em realizar alterações na CLT, tem uma equipe que está se empenhando em estabelecer propostas "impopulares", como novas formas de contrato de trabalho e o desmonte do SUS com a instauração de um "plano de saúde popular". Outro ponto que gera preocupação é a atitude do núcleo político do PMDB em relação ao combate à corrupção agora que estão na presidência, já que diversos membros do partido (e até mesmo da equipe auxiliar de Temer) são envolvidos em casos de corrupção.  Dentre esses está o deputado Eduardo Cunha, grande articulador do processo de Impeachment, que é acusado de desvio de dinheiro e manutenção de contas secretas e cujo julgamento que definirá o futuro de seu mandato foi marcado para o dia 12 de setembro, uma segunda-feira, dia que normalmente não registra grande presença de parlamentares na Câmara, o que seria uma estratégia para salvar o mandato de Cunha, já que são necessários mais de 250 votos a favor da cassação do aliado de Temer. #governo temer