Um dos acusados de participação no linchamento que ocasionou a morte da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi condenado a 30 anos de reclusão.

O julgamento do acusado Lucas Rogério Fabricio Lopes, de 21 anos, aconteceu nesta quarta-feira, dia 5 de outubro, no Fórum de Santos, em São Paulo. O #Crime aconteceu no dia 3 de maio de 2014, no bairro Morrinhos III, no Guarujá. A defesa afirmou que recorrerá da decisão.

O crime teve como motivação um retrato falado junto com uma foto de uma mulher parecida com Fabiane, divulgado em rede sociais, informando se tratar de uma mulher que sequestrava criança para rituais de magia negra.

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Lucas foi condenado por homicídio triplamente qualificado, quando fica caracterizado que a vítima não possuiu chances de defesa, tortura e requintes de crueldade. Pelo crime ele foi condenado a 30 anos de prisão e terá que pagar uma multa R$ 550 mil para a família da vítima.

O advogado de defesa vai tentar anular a sentença dada ao seu cliente, tentando amenizar o crime cometido por ele. Segundo o defensor, seu cliente poderia ter sido condenado por um homicídio simples, e pegar uma pena menor, já que Lucas teria contribuído e afirmou sua participação no linchamento da vítima, porém o rapaz teria dado uma "bicicletada" na cabeça da moça e que isso por si só não causaria a morte dela.

O advogado de acusação e a promotoria afirmam que o acusado participou ativamente das agressões que ocasionaram a morte de Fabiane.

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Falou que a defesa fica tentando desqualificar o crime de homicídio triplamente qualificado, mas vão batalhar por uma justiça plena.

O vídeo que foi gravado na época mostra Fabiane amarrada, sendo arrastada, além de agredida diversas vezes, com pedaços de madeira, puxões de cabelo, entre outras agressões, que só pararam com a chegada da polícia.

Durantes as investigações, cinco suspeitos foram identificados e presos, entre eles Lucas Rogério.

A vítima era casada e mãe de duas filhas, uma de 12 e outra um ano de idade na época. Fabiane sofria de transtorno bipolar, mas não era uma pessoa agressiva. Ao contrário, era muito carinhosa e amorosa com suas filhas e marido.

Na ocasião do crime, Fabiane teria ido buscar uma bíblia na igreja em que congregava e no caminho de volta para casa teria sido abordada por populares, que teriam confundido e a identificado como sendo a suposta “sequestradora” da internet.

O crime chocou a família e todos que conheciam a vítima inocente que teria sofrido com um crime covarde e cruel.

#Casos de polícia