A defesa de Jhonny Celestino Holsback Belluzzo, que aparece em um vídeo espancando um jovem em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, não obteve êxito no pedido de habeas corpus preventivo impetrado na última sexta-feira (7). No vídeo, que viralizou na internet e causou grande repercussão também no Whatsapp, a vítima desmaiou durante as agressões.

Como o jovem foi chamado para prestar depoimento na sexta, o advogado entrou com o pedido de habeas corpus porque acreditava que ele fosse preso logo após ser ouvido. Entretanto, o juiz Carlos Alberto Garcete, titular da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, não concedeu o pleito.

Os advogados do acusado justificaram o pedido dizendo que a briga foi fartamente divulgada nos meios de comunicação, e que até a imprensa teve em mãos os detalhes do inquérito policial.

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Enquanto isso, até o último dia 6, a defesa não teve o acesso aos autos para ter meios adequados de defender o rapaz. Alegam ainda que as agressões ocorreram no último dia 18 de setembro e a defesa não teve como examinar o inquérito desde esse momento.

De acordo com os advogados, como foram ventiladas informações de que o acusado seria preso depois do depoimento; por isso, eles tomaram as medidas cabíveis para impedir a privação de liberdade.

Os argumentos não convenceram o magistrado. Ele ressaltou que o habeas corpus tem o objetivo de assegurar o direito fundamental à liberdade individual de pessoas que sofrem ameaças ou se sentem ameaçadas por algum tipo de violência ou coação. Para Garcete, no entanto, este não seria o caso de Jhonny, pois, segundo ele, não existem atos concretos que apontem a suposta iminência de detenção.

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Na imagens filmadas e compartilhas, além de Jhonny, de 19 anos, outro jovem, Alessandro Ronaldo Mosca Júnior, de 21 anos, é visto espancando a vítima. É possível ouvir uma pessoa que testemunha a briga pedindo para que os rapazes parem de dar chutes e socos à vítima. Ela fala para os dois não matarem o jovem.

A dupla agora está sendo investigada por tentativa de homicídio. Não há pistas que identifiquem quem compartilhou as imagens.

#Justiça #Crime #Casos de polícia