O Superior Tribunal Federal (STF) proibiu, com a maioria dos votos dos ministros, a prática da vaquejada em todo o País. Os vaqueiros praticavam o ‘esporte’ com base em uma lei regulamentada através da Justiça do Ceará, porém, a mesma foi derrubada nesta quinta-feira (6) e agora não é mais permitida essa prática. A vaquejada é basicamente a prática de soltar um boi em uma pista onde dois vaqueiros montados em cavalos tentam derrubar o animal através da sua cauda.

De acordo com a votação, 5 ministro afirmaram que não veem problema algum com relação à vaquejada e ela deveria ser regulamentada, porém 6 dos ministros afirmaram que essa atividade proporciona sofrimento aos animais envolvidos e, dessa forma, as pessoas estariam ferindo um princípio da constituição brasileira: preservação do meio ambiente.

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Contra a vaquejada, votaram os ministros: Luis Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Melo, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowiski e Cármen Lúcia.

A favor da vaquejada, votaram os ministros: Dias Toffoli, Luiz Fux, Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

De acordo com o governo do Ceará, a vaquejada é um movimento importante para muitas regiões que fazem uso dessa atividade. O governo ainda afirmou que a atividade, além de fazer parte da cultura de alguns estados, ainda rende uma movimentação econômica de cerca de R$ 14 milhões a cada ano. Apesar dos ministros terem se referido ao estado do Ceará, a decisão do Supremo Tribunal Federal vale para todos os estados do País.

"Ante os dados empíricos evidenciados pelas pesquisas, tem-se como indiscutível o tratamento cruel dispensado às espécies animais envolvidas.”, contou o relator Marco Aurélio.

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Ele explicou que o boi, nesse tipo de evento, sofre bastante e tem a sua cauda torcida. Além dessa situação, de acordo com o magistrado, o animal ainda sofre por algum tempo até que não aguente mais e caia com as quatro patas no chão. O ministro findou afirmando que é inquestionável a questão de que o boi sofre física e psicologicamente. #Mural de Notícias