Uma manifestação a favor de #Donald Trump ocorreu hoje, 29, na Avenida Paulista, organizada pelo grupo "Juntos pelo Brasil". Estavam reunidas cerca de 30 pessoas com cartazes da campanha do candidato à presidência nos E.U.A. e outros com frases como "Brazilians for Trump" e "Hillary is the American Dilma", além de bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos. Um dos participantes chegou a (tentar) discursar em inglês, mas sua fala beirou o incompreensível.

Em declaração para o portal UOL, um dos organizadores do ato, Paulo Eneas, disse ser a favor de Donald Trump porque defende o Brasil, adicionando que Hillary pretende destruir a sociedade ocidental.

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Em um discurso, dessa vez em português, afirmou ainda que a candidata democrata representa uma ameaça comunista .

Dennis Heiderich, que também fez parte da organização do evento, comparou Trump a Bolsonaro em entrevista concedida ao UOL. Para ele, a reestruturação e o fortalecimento do sistema capitalista defendidos pelo candidato americano seria muito benéfica ao Brasil (contudo, ele não explica como).

A natureza dessa manifestação está ligada a uma ascensão de movimentos conservadores e de direita no Brasil, que acreditam que, de alguma forma, a eleição de Trump possa ser positiva para nosso país - ainda que o próprio candidato já tenha feito declarações xenofóbicas que incluíam os brasileiros. O fato de considerarem o projeto de governo de Hillary como esquerdista e até comunista demonstra o nível de (des)conhecimento político de um grupo que luta contra uma inventada "ameaça vermelha", como se ainda estivéssemos em plena Guerra Fria.

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Por volta das 15h, manifestantes anarquistas confrontaram o ato, gritando: "Ei, camarada, você é uma piada". A presença deles levou a um conflito físico, mas a Polícia Militar fez um cordão de isolamento para separar os grupos, apreendendo quatro manifestantes anti-Trump que ali estavam, segundo o tenente Gustavo, responsável pela operação no local.

De acordo com a pesquisa mais recente pelo instituto Reuters/Ipsos, Hillary Clinton tem 15% de vantagem sobre o adversário e é provável que ganhe as eleições, a ocorrer no dia 8 de novembro. A popularidade de Trump tem caído gradativamente depois que um vídeo, no qual fazia declarações machistas, veio à tona, seguido por diversas acusações de assédio. #hillary clinton #Eleições EUA 2016